Arquivo da Categoria ‘Entrevistas’

“Defender o Hospital de Lagos é defender a saúde das populações de Lagos, Vila do Bispo e Aljezur”

Terça-feira, 29 de Novembro, 2016

Foi há três anos atrás que esta presidência se iniciou e que Joaquina Matos inaugurou, em Lagos, um novo mandato autárquico. Pela primeira vez, uma mulher passava a presidir aos destinos da autarquia com o propósito de se aproximar e de criar um novo relacionamento com todo o tecido social, económico e cultural. A par destas boas intenções, moravam outras pretensões; as de equilibrar as depauperadas finanças da Câmara. (mais…)

A evolução financeira da Câmara de Lagos

Terça-feira, 29 de Novembro, 2016

Terceira parte da entrevista à presidente da Câmara de Lagos, Joaquina Matos, em que se fala da situação financeira da autarquia e da dissolução da empresa municipal Futurlagos.
(mais…)

Os investimentos que vão ser feitos em Lagos

Terça-feira, 29 de Novembro, 2016

Segunda parte da entrevista à presidente da Câmara Municipal de Lagos, Joaquina Matos, em que se fala das intervenções e obras previstas para os próximos tempos, no concelho. (mais…)

Adelino Soares vai recandidatar-se a Vila do Bispo pelo PS… ou por outro partido

Domingo, 20 de Novembro, 2016

Algarve Marafado (AM) – Após um breve período de ‘lua de mel’, no seguimento da sua primeira vitória eleitoral, começaram a surgir problemas como adjuntos e vereadores. Eles acabaram por bater com a porta por vontade própria ou foram convidados a sair pela porta pequena?

Adelino Soares (AS) – Isso são situações naturais da governação autárquica. As pessoas são livres de tomar as suas decisões, mas quem assume responsabilidades políticas tem a obrigação de beneficiar o interesse público e não interesses pessoais. Foi isso que fizemos. Temos um projecto para o nosso território que está acima de qualquer interesse pessoal.

AM – Essas divergências foram mais de carácter pessoal ou de concepção da gestão autárquica?

AS – Dá-me a entender que têm muito mais a ver com questões pessoais e a prova disso é que não conseguem apontar nada à gestão camarária, mas não é a mim que compete responder a essa questão.

Tenho governado de acordo com o que foi o programa eleitoral apresentado. Havia muitos problemas antigos para serem resolvidos, alguns que se arrastam há décadas. Não se consegue resolvê-los todos em tão pouco tempo, mas, gradualmente, temos conseguido fazer com que isso vá acontecendo.

AM – Mas, já conhecia as pessoas com as quais acabou por se incompatibilizar. Porque é que só depois de estarem na gestão autárquica é que esses problemas vieram à luz do dia?

AS – É natural. Quando alguém é eleito para governar os destinos de um concelho tem que acreditar naquilo que são os seus pontos de vista, os da sua equipa, naquilo que são os desejos de uma comunidade. No decorrer do trabalho, há pessoas que acabam por divergir daquilo que eram as perspectivas iniciais e há que respeitar isso. Eu não alterei em nada esse projecto desde o primeiro dia em que aqui entrei e não alterarei até ao último dia em que aqui estiver. O objectivo continua a ser o mesmo: servir a população.

AM – Os problemas agravaram-se com a retirada da confiança política por parte da concelhia local do PS. Como é que explica esta tomada de posição?

AS – É uma questão de pessoas que não acreditam neste projecto, que não têm este tipo de visão, que não se identificam na forma como estamos a governar. Tendo eles o poder, ao nível do PS local, o que acabaram por dizer é que não concordam com aquilo que está a ser feito, mas essa é uma questão à qual lhes compete a eles responder.

Eu fui eleito por um partido, respeito esse partido, como é evidente, mas as pessoas são eleitas mediante um programa eleitoral e há que o cumprir, independentemente das questões pessoais que cada um dos militantes tenha ou dos desejos que tinham intenção de ver concretizados e que, infelizmente, para eles, não o conseguiram.

    “José Valentim é meu amigo, mas não me convidou”

AM – Como é que tem sido governar a Câmara com todas essas divergências internas?

AS – É evidente que isso dificulta muito mais a gestão municipal. É muito mais difícil governar quando, sistematicamente, se inviabiliza tudo e mais alguma coisa. É difícil governar quando, ao chegar, encontrei o município com uma dívida enorme. Governar com dinheiro é fácil, mas sem dinheiro só os mais capazes é que o conseguem fazer.

É uma missão mais difícil, mas também dá um certo gozo podermos concretizar muitos dos objectivos a que nos propusemos mesmo com dificuldades em termos financeiros e com dificuldades de gestão criadas por estas oposições internas, sem qualquer fundamento e a prova disso é que as pessoas reconhecem o trabalho que se está a fazer e não se revêm neste tipo de política de terra queimada que algumas pessoas insistem em manter.

AM – Em face dessa situação, diz-se que tem sido aliciado por outras forças políticas e eventuais movimentos independentes para ser o seu cabeça-de-lista. É verdade que, por exemplo, José Valentim o terá sondado para ser candidato pelo PSD à presidência da Câmara, sendo ele candidato à Assembleia Municipal?

AS – O José Valentim é meu amigo, é uma pessoa que considero muito, encontramo-nos regularmente, mas não me convidou para absolutamente nada.

AM – E movimentos independentes?

AS – Também não. Neste momento, estou concentrado num projecto que tem como objectivo fazer o melhor pelo concelho de Vila do Bispo. Mas é evidente que tenho de pensar no meu futuro e a única garantia que posso dar é que serei candidato, se as coisas não se alterarem até ao acto eleitoral, independentemente do partido ou de qualquer acção que possa ocorrer.

AM – Tudo indica que as estruturas nacionais do PS não o vão deixar fugir, uma vez que aprovaram o princípio do apoio à recandidatura dos actuais presidentes de Câmara que ainda não tenham cumprido 3 mandatos. Se isso acontecer, como é que vai relacionar-se com a concelhia local?

AS – É evidente que, para aceitar liderar um projecto do PS para o concelho, haverá condições. Nesta altura, ainda não está nada definido e, sendo assim, não posso comprometer-me com nada, vamos esperar que as entidades responsáveis se pronunciem sobre isto. Agora, uma coisa eu sei: pessoas que me criticaram, pessoas que não se revêm naquilo que tem sido a gestão camarária, elas próprias nunca poderão aceitar integrar um projecto que criticaram.

Portanto, espero que, sendo eu indigitado pelo Partido Socialista como candidato à presidência da Câmara Municipal, essas pessoas tenham a coragem de se afastar do processo e, de uma vez por todas, deixem de chatear.

AM – Se for mesmo indicado pelos órgãos nacionais, essas pessoas do PS local terão de o apoiar a contra-gosto?

AS – Isso é algo que a elas diz respeito. O que eu digo é que me vou propor para mais um mandato para resolver os problemas do concelho, como tenho feito até aqui.

Quando há algo de que não gosto, em que não me revejo, afasto-me dessas situações ou tento combatê-las. Penso que são as opções que elas têm: ou se afastam ou tentam combater da forma que acharem mais correcta. Volto a insistir: pessoas que criticam determinado projecto, não podem querer associar-se a ele, como é evidente.

    “Não há projecto nenhum que me venha a ser proposto que não envolva a vereadora Rute Silva”

AM– Como é que explica um convite, alegadamente feito pelo pelo presidente da concelhia local do PS à presidente da Junta de Budens para ser ela a candidata do PS à Câmara?

AS – Não sei nada disso. Se a convidaram, se calhar, foi demasiado cedo. Se não a convidaram, fizeram bem.

AM – Portanto, uma coisa parece certa: vai recandidatar-se à presidência da Câmara nas próximas eleições. Já tem os nomes das pessoas que o vão acompanhar?

AS – O que posso dizer é que não haverá projecto nenhum que me venha a ser proposto que não envolva a vereadora Rute Silva, que me acompanha desde o início. Se não a envolver, não estarei nesse projecto. Na política não vale tudo e alguém que se dedica de corpo e alma, que gosta do concelho, que trata bem as pessoas deve acompanhar-me enquanto eu puder candidatar-me.

AM – Vai mesmo ser candidato, independentemente de ser ou não escolhido pelo PS?

AS – Vou ser candidato. É evidente que, para mim, já que iniciei este projecto com o Partido Socialista, teria todo o gosto e seria um orgulho poder concluí-lo pelo mesmo partido. Se dependesse de mim, assim seria, mas não depende de mim, depende do PS, a nível nacional. Espero que façam a melhor escolha para o partido.

Entrevista: Guedes de Oliveira/Jorge Eusébio
concedida ao site Algarve Marafado
e publicada pelo Algarve Express sob autorização dos seus autores

A entrevista que Marcelo Rebelo de Sousa nos concedeu

Quarta-feira, 3 de Fevereiro, 2016

A noite já ia adiantada quando começámos a conversar e a abordar os mais diferentes assuntos. Marcelo, com uma conversa aliciante, dava azo à sua capacidade de expressão sem se recusar a abordar qualquer temática que lhe ousamos colocar. Num recanto do hotel de Lagos, praticamente não dávamos pelas horas passar devido ao conteúdo da conversa cada vez mais nos cativar. E quando a entrevista começou, Marcelo não se furtou a percorrer os labirintos de uma vida cheias de peripécias desconcertantes e de muitas outras cheias de vida. (mais…)

Entrevista a Marcelo Rebelo de Sousa – Março de 2005

Quarta-feira, 3 de Fevereiro, 2016

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“O Céu nas Pontas dos Dedos” no Plano Nacional de Leitura

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O Livro “O Céu nas Pontas dos Dedos”, do divulgador de astronomia Guilherme de Almeida, foi recentemente incluído no programa Ler+ do Plano Nacional de Leitura. António Piedade, do Centro de Ciência Viva esteve à conversa com o autor. (mais…)

Em Portugal, nunca houve tantos cientistas como hoje

Quarta-feira, 29 de Janeiro, 2014

Acaba de ser publicado o novo livro de Carlos Fiolhais intitulado “História da Ciência em Portugal”, da editora Arranha-Céus. Entrevistamos o autor a propósito desta obra única em Portugal nesta área do conhecimento. (mais…)

Entrevista a Joaquina Matos – Candidata à Câmara Municipal de Lagos pelo PS

Terça-feira, 24 de Setembro, 2013

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Entrevista a Paulo Rosário – Candidato à Câmara Municipal de Lagos pela Plataforma de Cidadania de Lagos

Segunda-feira, 23 de Setembro, 2013

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