Arquivo da Categoria ‘Destaques’

Pandemia obriga a repensar o panorama da saúde algarvia

Domingo, 10 de Maio, 2020

Nunca como hoje a saúde foi objecto de tanta atenção e, nunca como hoje, mobilizou e bateu com tanta premência à porta de cada um. As notícias que, hora a hora, nos trazem pela porta dentro os profissionais que, constantemente, tudo fazem para nos salvar são um exemplo do melhor que a humanidade, em tempos tão tumultuosos, nos pode mostrar. (mais…)

Burger King Lagos já voltou a abrir portas

Terça-feira, 5 de Maio, 2020

Depois de um mês fechado devido às restrições provocadas por causa do novo coronavirus o Bk Lagos já reabriu. (mais…)

Consequências da pandemia na redefinição da economia algarvia

Quarta-feira, 15 de Abril, 2020

Seria mesmo difícil imaginar, há uns tempos atrás, que o Algarve, pela Páscoa, estivesse isolado e votado a um silêncio apenas quebrado pelo marulhar do mar ou pelo chilrear dos pássaros a anunciar que a primavera se encontra já entre nós. (mais…)

COVID-19: Os dias que nunca pensamos viver

Quarta-feira, 1 de Abril, 2020

Um mundo em constante interacção fazia, nesta era global, com que o homem se considerasse um cidadão à escala universal. Apesar dos nacionalismos começarem a surgir e de algum chauvinismo estar mesmo a prosperar, as constantes viagens interplanetárias entraram de tal forma no nosso modo de vida que já nada era de estranhar e até de nos familiarizar com povos, antes, de proveniências exóticas. (mais…)

A polémica demissão do comandante dos Bombeiros Voluntários de Lagos

Sexta-feira, 28 de Fevereiro, 2020

Os Bombeiros são daquelas corporações que, por norma, têm o carinho e o assentimento das populações. É por isso que são designados e chamados de soldados da paz. Mas, em Lagos, essa pacificação não tem existido no seio da corporação. Foi o que nos vieram mostrar (mais…)

Eutanásia

Quarta-feira, 19 de Fevereiro, 2020

De repente, e sem ninguém o esperar, o tema da eutanásia começa a entrar pelas casas adentro, a mexer com convicções, a sobressaltar a opinião pública e a criar algum temor em idades avançadas e em franjas da população mais fragilizadas. E tudo porque se sabe que, no meio das boas intenções e de todas as garantias que se nos possam dar, a rampa deslizante é uma realidade a ter em conta por, em primeiro lugar, atingir quem menos capacidade tem de poder reagir.

A vida é para ser vivida na sua totalidade. Faz parte do ciclo vital o nascer, o crescer, o viver, o sofrer e, no seu final, o morrer. E se o ciclo vital é para ser vivido na sua totalidade, não pode fazer parte de permutas, jogos de poder e de negociações para se poder interromper. É por isso com a maior perplexidade e a mais profunda incompreensão que, no jogo dos meandros da política, a eutanásia seja objecto de negociação.

Mas foi o que aconteceu no Parlamento a pretexto de se viabilizar o orçamento. O Bloco de Esquerda para se abster forçou o PS a retomar o tema da eutanásia por, contabilisticamente, se aperceber que, apenas no hemiciclo de São Bento e com a actual composição, se poderia agora proceder à sua legalização. E, de repente, sem ninguém o esperar, o tema cai na ordem do dia e começa a apanhar desprevenidos até os mais avisados.

Se o tema é de grande profundidade e nos levanta a maior perplexidade, se achamos que a vida é inviolável mas até somos capazes de, em casos limite, mostrar compaixão, se a dimensão ética e mesmo ontológica atravessa os caminhos aqui em discussão, dever-se-ia auscultar a população. Em problemas que nos implicam e nos atingem com tanta profundidade, dever-se-ia alargar o debate e chamar à participação todo o interior, o litoral e todos os que percorrem os caminhos de Portugal.

A democracia não se esgota no Parlamento nem as decisões, em problemas com tal profundidade, se confinam aos corredores alcatifados de São Bento. A representatividade tem as suas limitações e, em problemas como este, pode não refletir as convicções mais profundas de uma comunidade e os problemas com que se confronta uma realidade como a da eutanásia.

Causa, por isso, insegurança e a maior preocupação ouvir vozes que se intitulam de bem pensantes e arejadas reclamar que só o parlamento, com lucidez, está em condições de bem discutir e de melhor decidir. Seguindo este raciocínio, as eleições seriam uma inutilidade. Melhor seria que se recorresse a uma fórmula restrita de eleger quem melhor pudesse corresponder aos nossos anseios e aos dogmas que proclamamos. E este princípio está a alastrar e a dominar a nossa classe política e toda uma elite que faz questão de dominar os circuitos da opinião publicada.

Se um problema de tamanha dimensão, mais do que certezas levanta interrogações, não faz sentido que seja reduzido ao hemiciclo de S. Bento. As orientações impõem decisões emanadas dos directórios dos diferentes partidos. E mesmo que cada um tenha opinião, deixa-se levar pela indicação que o partido faz questão de lhe indicar. É por isso que, num problema de tamanha dimensão e de consciência individual, além de se alargar a discussão se deve ampliar o mais possível a participação. E como a sua profundidade atinge cada um e de uma forma transversal, faz todo o sentido que a participação nesta decisão abranja todo o território nacional.

Para lhe dar esta amplificação, é preciso entender que a democracia representativa é um estádio inferior em relação à democracia participativa. Não se entende, por isso, porque é que os políticos estão a negar esta participação mais ampla como a de um referendo popular.

Mais do que certezas, voltamo-lo a dizer, temos interrogações. Mas causa-nos a maior perplexidade e uma angústia constante esta mentalidade reinante de se começar a encarar o ser humano como um objecto descartável. Se tem utilidade, é para continuar. Se é para incomodar, é melhor deitá-lo fora. E este não é o mundo feito de humanismo que trabalhamos para erguer e que continuamos a construir para, em solidariedade e em felicidade, continuarmos a viver.

Sopromar apodera-se da ala nascente da Doca Pesca de Lagos

Segunda-feira, 27 de Janeiro, 2020

A SOPROMAR é uma das maiores empresas de Lagos. Situada em parte da ala nascente da Doca Pesca, aí tem vindo a desenvolver uma intensa actividade laboral na recuperação e manutenção das mais diversas embarcações. E praticamente todas as que aí vão parar, afetas ao recreio ou a outras funcionalidades de mar, procuram restabelecer-se e recuperar para poderem continuar a sulcar as águas desse oceano distante e que se perde ao longe na linha do horizonte. (mais…)

Polémica em torno das listas para a Direcção dos Bombeiros de Lagos

Quinta-feira, 21 de Novembro, 2019

Por norma, em Lagos e um pouco pelo país adiante, as instituições são campo fértil para a classe política se começar a digladiar e a apoderar da vida da sociedade civil. Basta ver como as colectividades e demais instituições acabam por funcionar e por se transformar numa espécie de montra onde se vão expor os que pretendem alcançar alguma visibilidade política. E acabam também por ser uma espécie de repositório dos que já se desgastaram mas, a todo o custo, se pretendem manter agarrados a alguma forma de poder. (mais…)

“Não era minha intenção ir para deputada, foi o partido que me convidou”

Quarta-feira, 31 de Julho, 2019

Porque razão aceitou ir em lugar elegível na lista do PS para as Legislativas quando ainda tinha a possibilidade de fazer mais mandato e meio à frente da Câmara? Cansou-se da vida autárquica?

Não me cansei da vida autárquica, de maneira nenhuma, mas achei o convite interessante e aliciante nesta fase da minha vida.

A possibilidade de integrar a lista foi colocada em cima da mesa por si ou pelo partido?

Não era minha intenção ir para deputada, foi o partido que me convidou. Aceitei com gosto este desafio e darei o meu melhor nessas novas funções, tal como tenho feito enquanto autarca.

Genericamente, que balanço faz da sua passagem pela presidência da Câmara de Lagos?

Acho que fizemos um bom trabalho. Destaco, sobretudo, que todos os projetos, estratégias e opções foram decididos em equipa e, por isso, saio tranquila porque deixo um grupo preparado para levar por diante o projeto que apresentámos aos lacobrigenses.

A nossa primeira prioridade foi resolver a situação financeira da Câmara, o que foi conseguido, pelo que hoje temos uma situação estável.

Só assim foi possível avançar depois com projetos e concretizar intervenções importantes, ao nível da recuperação do património cultural e histórico e de obras, umas já concluídas, outras que irão ser lançadas, que contribuem para melhorar a vida das pessoas e tornar o concelho de Lagos mais competitivo, enquanto destino turístico de qualidade.

Hugo Pereira tem condições para ser um bom presidente de Câmara?

É uma pessoa que esteve na Assembleia, tem, agora, seis anos de experiência de Câmara, é economista, é líder do PS/Lagos, e portanto, alia os conhecimentos técnicos aos políticos, o que é importante neste cargo, e, portanto, tem condições para, juntamente com a sua equipa, continuar este projeto.

(Cortesia algarvemarafado.com)

Campanha convida a fugir do Algarve

Quarta-feira, 31 de Julho, 2019

Por entre fogos, golas de proteção, concursos oficiais e outros negócios envolvendo familiares de membros governamentais, assim vai decorrendo o nosso verão rumo à próxima eleição que se avizinha. E, enquanto as sondagens fazem sorrir quem está no poder, a realidade do dia a dia teima em remar em sentido contrário e em dizer que o poder se vai desgastando e enredando em sucessivos casos diários. Enquanto isso, o verão vai continuando com os políticos a elegerem o Algarve para se banhar e usufruir deste sol meridional tão convidativo e retemperador. Assim o dava a entender António Costa quando, neste domingo de 28 de julho, se banhava e passeava pela Meia Praia de Lagos. (mais…)

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