Arquivo da Categoria ‘Destaques’

A polémica demissão do comandante dos Bombeiros Voluntários de Lagos

Sexta-feira, 28 de Fevereiro, 2020

Os Bombeiros são daquelas corporações que, por norma, têm o carinho e o assentimento das populações. É por isso que são designados e chamados de soldados da paz. Mas, em Lagos, essa pacificação não tem existido no seio da corporação. Foi o que nos vieram mostrar (mais…)

Eutanásia

Quarta-feira, 19 de Fevereiro, 2020

De repente, e sem ninguém o esperar, o tema da eutanásia começa a entrar pelas casas adentro, a mexer com convicções, a sobressaltar a opinião pública e a criar algum temor em idades avançadas e em franjas da população mais fragilizadas. E tudo porque se sabe que, no meio das boas intenções e de todas as garantias que se nos possam dar, a rampa deslizante é uma realidade a ter em conta por, em primeiro lugar, atingir quem menos capacidade tem de poder reagir.

A vida é para ser vivida na sua totalidade. Faz parte do ciclo vital o nascer, o crescer, o viver, o sofrer e, no seu final, o morrer. E se o ciclo vital é para ser vivido na sua totalidade, não pode fazer parte de permutas, jogos de poder e de negociações para se poder interromper. É por isso com a maior perplexidade e a mais profunda incompreensão que, no jogo dos meandros da política, a eutanásia seja objecto de negociação.

Mas foi o que aconteceu no Parlamento a pretexto de se viabilizar o orçamento. O Bloco de Esquerda para se abster forçou o PS a retomar o tema da eutanásia por, contabilisticamente, se aperceber que, apenas no hemiciclo de São Bento e com a actual composição, se poderia agora proceder à sua legalização. E, de repente, sem ninguém o esperar, o tema cai na ordem do dia e começa a apanhar desprevenidos até os mais avisados.

Se o tema é de grande profundidade e nos levanta a maior perplexidade, se achamos que a vida é inviolável mas até somos capazes de, em casos limite, mostrar compaixão, se a dimensão ética e mesmo ontológica atravessa os caminhos aqui em discussão, dever-se-ia auscultar a população. Em problemas que nos implicam e nos atingem com tanta profundidade, dever-se-ia alargar o debate e chamar à participação todo o interior, o litoral e todos os que percorrem os caminhos de Portugal.

A democracia não se esgota no Parlamento nem as decisões, em problemas com tal profundidade, se confinam aos corredores alcatifados de São Bento. A representatividade tem as suas limitações e, em problemas como este, pode não refletir as convicções mais profundas de uma comunidade e os problemas com que se confronta uma realidade como a da eutanásia.

Causa, por isso, insegurança e a maior preocupação ouvir vozes que se intitulam de bem pensantes e arejadas reclamar que só o parlamento, com lucidez, está em condições de bem discutir e de melhor decidir. Seguindo este raciocínio, as eleições seriam uma inutilidade. Melhor seria que se recorresse a uma fórmula restrita de eleger quem melhor pudesse corresponder aos nossos anseios e aos dogmas que proclamamos. E este princípio está a alastrar e a dominar a nossa classe política e toda uma elite que faz questão de dominar os circuitos da opinião publicada.

Se um problema de tamanha dimensão, mais do que certezas levanta interrogações, não faz sentido que seja reduzido ao hemiciclo de S. Bento. As orientações impõem decisões emanadas dos directórios dos diferentes partidos. E mesmo que cada um tenha opinião, deixa-se levar pela indicação que o partido faz questão de lhe indicar. É por isso que, num problema de tamanha dimensão e de consciência individual, além de se alargar a discussão se deve ampliar o mais possível a participação. E como a sua profundidade atinge cada um e de uma forma transversal, faz todo o sentido que a participação nesta decisão abranja todo o território nacional.

Para lhe dar esta amplificação, é preciso entender que a democracia representativa é um estádio inferior em relação à democracia participativa. Não se entende, por isso, porque é que os políticos estão a negar esta participação mais ampla como a de um referendo popular.

Mais do que certezas, voltamo-lo a dizer, temos interrogações. Mas causa-nos a maior perplexidade e uma angústia constante esta mentalidade reinante de se começar a encarar o ser humano como um objecto descartável. Se tem utilidade, é para continuar. Se é para incomodar, é melhor deitá-lo fora. E este não é o mundo feito de humanismo que trabalhamos para erguer e que continuamos a construir para, em solidariedade e em felicidade, continuarmos a viver.

Sopromar apodera-se da ala nascente da Doca Pesca de Lagos

Segunda-feira, 27 de Janeiro, 2020

A SOPROMAR é uma das maiores empresas de Lagos. Situada em parte da ala nascente da Doca Pesca, aí tem vindo a desenvolver uma intensa actividade laboral na recuperação e manutenção das mais diversas embarcações. E praticamente todas as que aí vão parar, afetas ao recreio ou a outras funcionalidades de mar, procuram restabelecer-se e recuperar para poderem continuar a sulcar as águas desse oceano distante e que se perde ao longe na linha do horizonte. (mais…)

Polémica em torno das listas para a Direcção dos Bombeiros de Lagos

Quinta-feira, 21 de Novembro, 2019

Por norma, em Lagos e um pouco pelo país adiante, as instituições são campo fértil para a classe política se começar a digladiar e a apoderar da vida da sociedade civil. Basta ver como as colectividades e demais instituições acabam por funcionar e por se transformar numa espécie de montra onde se vão expor os que pretendem alcançar alguma visibilidade política. E acabam também por ser uma espécie de repositório dos que já se desgastaram mas, a todo o custo, se pretendem manter agarrados a alguma forma de poder. (mais…)

“Não era minha intenção ir para deputada, foi o partido que me convidou”

Quarta-feira, 31 de Julho, 2019

Porque razão aceitou ir em lugar elegível na lista do PS para as Legislativas quando ainda tinha a possibilidade de fazer mais mandato e meio à frente da Câmara? Cansou-se da vida autárquica?

Não me cansei da vida autárquica, de maneira nenhuma, mas achei o convite interessante e aliciante nesta fase da minha vida.

A possibilidade de integrar a lista foi colocada em cima da mesa por si ou pelo partido?

Não era minha intenção ir para deputada, foi o partido que me convidou. Aceitei com gosto este desafio e darei o meu melhor nessas novas funções, tal como tenho feito enquanto autarca.

Genericamente, que balanço faz da sua passagem pela presidência da Câmara de Lagos?

Acho que fizemos um bom trabalho. Destaco, sobretudo, que todos os projetos, estratégias e opções foram decididos em equipa e, por isso, saio tranquila porque deixo um grupo preparado para levar por diante o projeto que apresentámos aos lacobrigenses.

A nossa primeira prioridade foi resolver a situação financeira da Câmara, o que foi conseguido, pelo que hoje temos uma situação estável.

Só assim foi possível avançar depois com projetos e concretizar intervenções importantes, ao nível da recuperação do património cultural e histórico e de obras, umas já concluídas, outras que irão ser lançadas, que contribuem para melhorar a vida das pessoas e tornar o concelho de Lagos mais competitivo, enquanto destino turístico de qualidade.

Hugo Pereira tem condições para ser um bom presidente de Câmara?

É uma pessoa que esteve na Assembleia, tem, agora, seis anos de experiência de Câmara, é economista, é líder do PS/Lagos, e portanto, alia os conhecimentos técnicos aos políticos, o que é importante neste cargo, e, portanto, tem condições para, juntamente com a sua equipa, continuar este projeto.

(Cortesia algarvemarafado.com)

Campanha convida a fugir do Algarve

Quarta-feira, 31 de Julho, 2019

Por entre fogos, golas de proteção, concursos oficiais e outros negócios envolvendo familiares de membros governamentais, assim vai decorrendo o nosso verão rumo à próxima eleição que se avizinha. E, enquanto as sondagens fazem sorrir quem está no poder, a realidade do dia a dia teima em remar em sentido contrário e em dizer que o poder se vai desgastando e enredando em sucessivos casos diários. Enquanto isso, o verão vai continuando com os políticos a elegerem o Algarve para se banhar e usufruir deste sol meridional tão convidativo e retemperador. Assim o dava a entender António Costa quando, neste domingo de 28 de julho, se banhava e passeava pela Meia Praia de Lagos. (mais…)

Joaquina Matos abandona presidência da Câmara Municipal

Terça-feira, 23 de Julho, 2019

Era já um tema que preenchia as conversas informais e que até se debatia, com descrição, em alguns órgãos institucionais. Mas, pese embora o que informalmente corria e o que nos corredores do poder já se dizia, estava-se longe de imaginar que Joaquina Matos pudesse abandonar a Câmara Municipal de Lagos ainda antes deste segundo mandato chegar ao fim. (mais…)

Melhor destino de praia desprezado e votado ao abandono

Quarta-feira, 17 de Julho, 2019

Iniciou-se mais uma época balnear. E, apesar do tempo já decorrido, a temperatura parece não condizer. Mas, pese embora algumas partidas meteorológicas, nada consegue arrefecer este sublime espaço de praia. (mais…)

A cerveja do infante

Domingo, 30 de Junho, 2019

A Praça do Infante é um dos locais mais nobres da cidade de Lagos. Ali com o mar a acenar, a Igreja de Santa Maria defronte e o Castelo dos Governadores e pano da muralha mais adiante, é um espaço de eleição a merecer todo o respeito e preservação.

Mas, desde que uma intervenção polémica e desproporcionada aí aconteceu, parece que aquele espaço, que deveria ter algum uso a condizer com o seu significado e a sua história, se transformou num recinto para os eventos mais inusitados e que, em alguns casos, ferem a sua dignidade e a identidade dessa praça e dessa figura distante como é a do Infante.

Para aí se decidiu atirar todos os eventos mais inusitados e mais despropositado que se possa imaginar. São os bailes de música pimba que, em noites de verão, querem para arrastar alguma movimentação. Não significa que não os possa haver. Mas não num espaço emblemático como aquele. São as marchas com uma decoração que fere o coração de uma cidade cheia de história. E são muitos mais os que destoam e não condizem com os seus pergaminhos nem com esse passado que não pode ser mutilado ou, em função das circunstâncias, ser posto de lado.

Mas é o que vemos constantemente em cada dia que passa. O exemplo mais grotesco e mais recente é o da 2ª edição do “Lagos World Beer Fest a decorrer, mais uma vez, na Praça do Infante. Aí está a ter lugar e a decorrer nos dias 27, 28 e 29 de Junho.

Trata-se de uma iniciativa que, em Lagos como noutro local qualquer, pode ter toda a razão de ser. Mas não nesse espaço emblemático e com tanto significado como aquele. E se o evento em si já agride e fere todo esse recinto e a sua área envolvente, o cartaz com o Infante a segurar uma caravela e um pote de cerveja acaba por apoucar e para menosprezar uma figura grande da nossa história, da nossa identidade e até da própria cidade. (mais…)

Hugo Pereira e o futuro da presidência da Câmara de Lagos

Domingo, 21 de Abril, 2019

Em entrevista ao site Algarve Marafado, parceiro do Algarve Express, o vice-presidente da Câmara de Lagos e presidente da concelhia local do PS, Hugo Pereira, diz que a possibilidade de vir a ser candidato à presidência da autarquia “em momento algum foi colocada em cima da mesa”, até porque, lembra, a atual titular do cargo, Joaquina Matos, ainda tem a possibilidade de fazer mais um mandato. No entanto, garante não “voltar as costas ao concelho” se um dia o PS decidir que deve ser ele o candidato. (mais…)

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