<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Jornal Diário Algarve Express &#187; Douro</title>
	<atom:link href="http://www.algarveexpress.pt/?feed=rss2&#038;tag=douro" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.algarveexpress.pt</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sun, 10 May 2020 22:42:20 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.5.1</generator>
		<item>
		<title>O misticismo do Douro Superior</title>
		<link>http://www.algarveexpress.pt/?p=1472</link>
		<comments>http://www.algarveexpress.pt/?p=1472#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Jul 2013 20:19:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[Bagauste]]></category>
		<category><![CDATA[Barca d'Alva]]></category>
		<category><![CDATA[Barragem da Valeira]]></category>
		<category><![CDATA[Coa]]></category>
		<category><![CDATA[Douro]]></category>
		<category><![CDATA[douro superior]]></category>
		<category><![CDATA[escarpas]]></category>
		<category><![CDATA[férias]]></category>
		<category><![CDATA[freixo de Espada a Cinta]]></category>
		<category><![CDATA[Miranda do Douro]]></category>
		<category><![CDATA[natureza selvagem]]></category>
		<category><![CDATA[paisagens]]></category>
		<category><![CDATA[Pinhão]]></category>
		<category><![CDATA[Pocinho]]></category>
		<category><![CDATA[Régua]]></category>
		<category><![CDATA[rio Corgo]]></category>
		<category><![CDATA[rio Tua]]></category>
		<category><![CDATA[São João da Pesqueira]]></category>
		<category><![CDATA[viagens]]></category>
		<category><![CDATA[vinhas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.algarveexpress.pt/?p=1472</guid>
		<description><![CDATA[Todo o Douro é surpreendente e consegue cativar por, ao longo do seu percurso, nos fazer mergulhar nas profundidades de uma natureza que nos atrai pela rudeza que se ergue em seu redor. Trata-se de um percurso que viu muito suor pingar para que esse pedaço de geografia se conseguisse humanizar e dar a conhecer [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Todo o Douro é surpreendente e consegue cativar por, ao longo do seu percurso, nos fazer mergulhar nas profundidades de uma natureza que nos atrai pela rudeza que se ergue em seu redor. <span id="more-1472"></span>Trata-se de um percurso que viu muito suor pingar para que esse pedaço de geografia se conseguisse humanizar e dar a conhecer ao mundo o seu famoso néctar. Mas antes desses vinhedos que, do cimo desses vales, se precipitam a caminho dessas águas que, lá ao fundo, continuam a rasgar o seu percurso, já o Douro era percorrido e atravessado por populações ao longo de sucessivas gerações. E, então, tudo o que tinha para oferecer era uma natureza rude, agreste e selvagem para trabalhar.</p>
<p>Mas, já, então, as suas potencialidades naturais se apresentavam como uma dádiva de Deus que atraía quem as percorria. E foram muitos os que percorreram serranias, vales profundos ou tentaram dominar aquelas águas revoltas. E, desde essas eras remotas, deste pedaço de natureza parecia brotar uma dose de mistério sobre quem a ousasse percorrer ou aí se decidisse fixar.</p>
<p>Vencendo adversidades e todas as dificuldades que uma terra como aquela oferecia, a sua paisagem foi-se humanizando e, apesar da sua rebeldia, criando alguma cumplicidade com quem aí se fixava e trabalhava aqueles declives a cair sobre ravinas que parecem não ter fundo. A relação do homem com aquela natureza adquire outra dimensão e uma maior profundidade ao longo desse vale profundo que nos faz pensar estarmos em outro mundo. E, de facto, estamos quando atravessamos as suas vinhas, admiramos as suas escarpas, penetramos no interior do seu fraguedo, percorremos os seus vales ou mergulhamos na profundidade das águas daquele rio.</p>
<p>Tudo isto tem para nos dizer e muito mais para sugerir quando ousamos percorrer aquela região em parte do seu percurso ou em toda a sua extensão. Mas se em qualquer ponto do seu percurso o Douro tem a sua magia, é na parte superior que um fascínio bem próprio começa a brotar sem sabermos bem como é que nos consegue influenciar. Essa áurea de mistério começa a transparecer e, sobre nós, começa a exercer uma influência só compreensível por quem passa por essa experiência</p>
<p>E já passamos por ela. Primeiro, pelo que a geografia diria de baixo Corgo. É esta a designação do Douro inferior, ou melhor dizendo, do que vai até à Régua. Aí vem desaguar, na sua margem direita, o rio Corgo que acaba por delimitar dois dos três territórios do Douro. O cima Corgo compreende o território que, a partir daí, começa a subir, até dar origem ao Douro superior. Este é, de facto, o território mais surpreendente do Douro. Os seus fraguedos e as suas escarpas adquirem maior dimensão e a sua natureza selvagem causa maior impressão. Também as suas vinhas, de maior profundidade e altitudes que se perdem no ar, contrastam com outras mais chãs que percorrem aquela paisagem.</p>
<p>Toda esta natureza bem própria, que ostenta uma rudeza selvagem e agreste, vai subindo no Douro e mostrando toda a sua extensão, a par da obra do homem e da sua mão transformadora. E, se as vinhas são o que de mais impressionante temos pela frente, também as barragens vieram domesticar este Douro tumultuoso e permitiram-no navegar. Foi o que podemos ver em Bagauste quando, a partir da Régua, começamos a subir aquele rio profundo. Na passagem pelo Tua, a mão humana começa a fazer-se sentir para, através de uma barragem, destruir uma das paisagens naturais mais surpreendentes do mundo e que ainda é possível admirar neste Douro profundo. Depois de escarpas e de fragas que, por largos períodos, fizeram questão de nos acompanhar, foi tempo de penetrar na barragem da Valeira com um desnível de mais de quarenta metros para atravessar. E, daí em diante, fomos subindo por entre uma paisagem de austeridade com as vinhas a subir e a descer mostrando toda a sua profundidade. E, de repente, o Pocinho estava pela frente. Mais uma barragem se teve de transpor para aquele barco continuar a navegar rio acima e a mostrar as belezas do Douro superior.</p>
<p>Daí em diante, alguma consternação nos invadia com a imagem da desactivação da linha do Douro até Barca d’Alva. Causa alguma nostalgia ao pensar-se como foi possível um dia terem desactivado e abandonado à sua ruína um itinerário com uma beleza daquelas. Mas ele ali está à espera de, um dia, ainda vir a ser recuperado e transformado numa mais valia para a economia local e mesmo nacional. Dali em diante, o misticismo desse Douro superior fazia questão em nos acompanhar e em criar uma empatia com tudo o que se via por mais inóspito e austero que fosse. E com o calor a fazer-se sentir, nesse 27 de Junho, continuamos a subir as águas daquele Douro com uma sensação de um bem estar que a paisagem, à medida que se subia, ainda mais vinha acentuar. E, assim, subimos até Barca d’Alva com a Espanha, na margem direita, pela frente e com o Douro internacional por diante.</p>
<p>Essa ambiência de um misticismo invulgar com que o Douro superior nos haveria de surpreender, criou-nos a sensação de querer continuar a subir aquele Douro até atingir Miranda do Douro. Mas como as barragens do Douro internacional não foram preparadas para navegar, tivemos de nos limitar a terras de Barca d’Alva. E, do outro lado, já tínhamos território de Freixo de Espada à Cinta à vista. Foi possível ainda ver a casa onde Guerra Junqueiro esteve a viver e a compor algumas das suas odes poéticas.</p>
<p>Daí em diante, foi tempo de regressar e de, através de autocarro, atravessar terras do Coa e de São João da Pesqueira até se atingir o Pinhão para mais tarde vir sair à Régua.Com o rio ao fundo a deixar-se ver por entre vales profundo, os vinhedos iam-se mostrando e acenando-nos em jeito de despedida. Para trás ficou uma terra de mistério neste Douro superior que se torna mais presente a quem ouse penetrar no interior do seu ventre. </p>
<p>Veja aqui as magníficas imagens do Douro Superior que a nossa máquina registou e que partilhamos. Clique nas fotos para ampliar.</p>

<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-132.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-1472];player=img;' title='DouroSuperior (13)2'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-132-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DouroSuperior (13)2" /></a>
<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-2.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-1472];player=img;' title='DouroSuperior (2)'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DouroSuperior (2)" /></a>
<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-3.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-1472];player=img;' title='DouroSuperior (3)'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DouroSuperior (3)" /></a>
<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-4.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-1472];player=img;' title='DouroSuperior (4)'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-4-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DouroSuperior (4)" /></a>
<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-5.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-1472];player=img;' title='DouroSuperior (5)'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DouroSuperior (5)" /></a>
<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-6.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-1472];player=img;' title='DouroSuperior (6)'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DouroSuperior (6)" /></a>
<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-7.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-1472];player=img;' title='DouroSuperior (7)'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-7-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DouroSuperior (7)" /></a>
<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-8.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-1472];player=img;' title='DouroSuperior (8)'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-8-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DouroSuperior (8)" /></a>
<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-9.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-1472];player=img;' title='DouroSuperior (9)'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-9-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DouroSuperior (9)" /></a>
<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-10.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-1472];player=img;' title='DouroSuperior (10)'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-10-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DouroSuperior (10)" /></a>
<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-11.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-1472];player=img;' title='DouroSuperior (11)'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-11-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DouroSuperior (11)" /></a>
<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-12.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-1472];player=img;' title='DouroSuperior (12)'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-12-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DouroSuperior (12)" /></a>
<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-1472];player=img;' title='DouroSuperior'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DouroSuperior" /></a>
<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-14.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-1472];player=img;' title='DouroSuperior (14)'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-14-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DouroSuperior (14)" /></a>
<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-15.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-1472];player=img;' title='DouroSuperior (15)'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-15-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DouroSuperior (15)" /></a>
<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-16.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-1472];player=img;' title='DouroSuperior (16)'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-16-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DouroSuperior (16)" /></a>
<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-17.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-1472];player=img;' title='DouroSuperior (17)'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/07/DouroSuperior-17-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DouroSuperior (17)" /></a>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.algarveexpress.pt/?feed=rss2&#038;p=1472</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A magia do Douro</title>
		<link>http://www.algarveexpress.pt/?p=1084</link>
		<comments>http://www.algarveexpress.pt/?p=1084#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2013 21:46:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[Douro]]></category>
		<category><![CDATA[férias]]></category>
		<category><![CDATA[Pocinho]]></category>
		<category><![CDATA[Régua]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.algarveexpress.pt/?p=1084</guid>
		<description><![CDATA[Desde tempos imemoriais que o Douro tem atraído sobre si múltiplas atenções e concentrado, ao longo do seu percurso, inúmeras populações. Apesar da sua paisagem rude e agreste constituir um desafio a quem aí se quisesse fixar, desde épocas remotas foram muitos os que a quiseram desafiar. E esse desafio foi ao extremo de a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Desde tempos imemoriais que o Douro tem atraído sobre si múltiplas atenções e concentrado, ao longo do seu percurso, inúmeras populações. Apesar da sua paisagem rude e agreste constituir um desafio a quem aí se quisesse fixar, desde épocas remotas foram muitos os que a quiseram desafiar. E esse desafio foi ao extremo de a quererem domesticar. Foi o que aconteceu <span id="more-1084"></span>quando aqueles declives, feitos de escarpas e de fragas, se começaram a preparar para darem origem ao seu famoso néctar. Com outros povos a descobrir aqueles vales e cumes de dimensões que fazem assustar, cedo essas terras misteriosas começaram a exercer a sua magia sobre quem as percorria. E se lhe juntarmos esse clima invulgar, a par de um terreno xistoso, estão criadas as condições para esse fascínio e esse poder de atracção que se exerce sobre quem percorre uma terra como aquela.</p>
<p><a href="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/06/Douro2.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1084];player=img;"><img src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/06/Douro2.jpg" alt="Douro" width="450" height="338" class="alignright size-full wp-image-1088" /></a>Foi toda essa magia que um dia se viria a exercer sobre os ingleses que a ousaram percorrer. Essa dureza, que vai das suas altitudes até às suas profundidades, haveria de chamar a atenção e de ser um factor de persuasão; ao ponto de se começar a pensar nas potencialidades que daí se poderiam retirar. E a que haveria de internacionalizar o Douro e de humanizar a sua paisagem foi a dos seus socalcos onde as vinhas começaram a nascer e a das gentes tisnadas pelo sol que quotidianamente as começaram a percorrer. E a si associaram esses quadros lendários dos barcos rabelos com pipas a transbordar que, Douro abaixo, transportavam esse famoso néctar. Assim se foi criando essa imagem à qual o mundo se rendeu e que, com o rótulo de vinho do Porto, se globalizou. E hoje é uma das maiores marcas que deu a conhecer o nome de Portugal e que ombreia com qualquer outra no panorama internacional.</p>
<p><img src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/06/Douro3.jpg" alt="Douro3" width="450" height="338" class="alignleft size-full wp-image-1089" />E parecia que o Douro se rendia apenas ao vinho do Porto que brota das suas entranhas. Foi o que pareceu sair dessa paisagem tão fascinante como distante das grandes metrópoles e outros centros urbanos. </p>
<p>Escondida por detrás das suas serranias, parecia que mais ninguém lá ia para além de quem trabalhava as suas vinhas e comercializava o seu produto. Este isolamento começou a ser quebrado por um comboio que teimava em dar a conhecer aquela dádiva de Deus a quem ousasse percorrer aquele vale profundo dentro de uma carruagem. Mas, um dia, a navegabilidade do Douro chegou e esta primeira região demarcada do mundo começou a mostrar as suas potencialidades turísticas. E começa a ser dos destinos mais apetitosos que Portugal tem para oferecer.</p>
<p><img src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/06/Douro4.jpg" alt="Douro4" width="450" height="338" class="alignright size-full wp-image-1090" />Para, mais uma vez, admirarmos esta obra da criação, fomos, a 4 de Junho, percorrê-la ao longo do percurso que o comboio, nos dias de hoje, nos pode oferecer e contactar com muitas das potencialidades que se estão a explorar. Um local de passagem periódica, como é o da estação de São Bento, no Porto, merece sempre a nossa admiração, ou não fosse uma das estações mais belas que se pode encontrar em qualquer parte do mundo. Acompanhados por um dia cheio de sol e com o calor a fazer-se sentir, lá fomos percorrendo as <img src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/06/Douro5.jpg" alt="Douro5" width="450" height="338" class="alignleft size-full wp-image-1094" />diversas estações que se alinhavam ao longo daquele percurso. Ladeados por grupos de turistas que faziam questão em desbravar um destino como aquele, começamos a mergulhar na paisagem cativante do Douro pouco depois de termos atravessado as águas do Tâmega. E com aquele percurso serpenteante, lá fomos caminhando, por entre uma paisagem verdejante, a caminho da Régua. Com toda uma paisagem vinícola a aparecer, os socalcos começavam a subir e a descer. E à medida que o caminho <a href="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/06/Douro6.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1084];player=img;"><img src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/06/Douro6.jpg" alt="Douro6" width="450" height="338" class="alignright size-full wp-image-1095" /></a>avançava, os cumes começavam-se a elevar e a paisagem a mostrar a sua verdadeira beleza. Era o que se podia ver entre a Régua e o Pinhão. Daí em diante a austeridade começa-se a acentuar e o percurso entre o rio e as escarpas a manifestar a sua rudeza. Tudo é mais rude, selvagem e inóspito. E, de repente, a foz do Tua está pela frente. Seria mais um convite para a desbravar esse percurso rio acima. Mas, infelizmente, o seu traçado, selvagem e cativante, já foi desactivado e não pode ser percorrido. A viagem <img src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/06/Douro7.jpg" alt="Douro7" width="450" height="338" class="alignleft size-full wp-image-1096" />continuou em direcção ao Pocinho, a última estação da linha do Douro, por terem desactivado a restante até Barca d’ Alva. Com uma paisagem cada vez mais agreste, aquele percurso lá se ia rasgando por entre fragas e outro tecido rochoso. Ao fundo, o rio inconformado continuava a rasgar aquele que fora o seu leito e que é para continuar. Até que, por fim, o Pocinho chegou e com ele ficou a frustração de não podermos continuar por comboio essa viagem que outros rasgaram e que, incompreensivelmente, para o turismo e beleza do Douro, alguns fecharam. E com esse património ainda por desvendar, percorremos o Pocinho para, depois, regressar.</p>
<p><a href="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/06/Douro8.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1084];player=img;"><img src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2013/06/Douro8.jpg" alt="Douro8" width="338" height="450" class="alignright size-full wp-image-1097" /></a>Para trás ficou uma viagem cá dentro que requer continuação devido à magia do Douro e ao seu poder de atracção. É, sem dúvida, devido a essa magia que, cada vez mais, o Douro se está a descobrir e que, em crescendo, muitos turistas nacionais e estrangeiros o estão a seleccionar. Vê-se nos comboios cheios de gente que o estão a percorrer, como se vê nesses cruzeiros de rio que o vão navegando e penetrando nas suas entranhas. Mas vê-se ainda nesse turismo rural que está a despontar e em tudo o turismo vinícola que está a prosperar. E tudo acontece devido a essa paisagem fascinante e a essa magia que a ninguém deixa indiferente. </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.algarveexpress.pt/?feed=rss2&#038;p=1084</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
