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	<title>Jornal Diário Algarve Express &#187; Passadiços</title>
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		<title>Os novos passadiços da Ponta da Piedade</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jul 2018 22:08:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Rodrigues</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Toda a beleza que a natureza, ao longo da Costa D´Oiro, nos oferece, tem o seu epílogo nesse pedaço de costa cuja configuração a transforma numa verdadeira preciosidade e que dá pelo nome de Ponta da Piedade. Não admira, por isso, que essa beleza invulgar tenha transformado aquelas falésias, múltiplas e diversificadas e de um colorido intenso e convidativo, em local de peregrinação para todos os amantes da natureza e visitantes de espaços de excepção.<span id="more-16981"></span></p>
<p>E se a Ponta da Piedade só por si consegue exercer um poder de sedução pela magia que as suas grutas transpiram ou o dourado que as suas superfícies rochosas espalham, não admira que facilmente venha ao de cima o seu poder de atração e o forte simbolismo que exerce em toda a população de Lagos. E com a passagem do tempo, esta ligação, simbólica e sentimental, levanta constantes paixões sempre que, mesmo para as imediações, se anunciam algumas intervenções duvidosas. E foram algumas as tentativas que, ao longo das últimas décadas, se ensaiaram e experimentaram a reação da população lacobrigense. E como a oposição, até a possíveis urbanizações nas suas redondezas, foi firme e determinada, a Ponta da Piedade resistiu e conseguiu ser preservada.</p>
<p>E assim chegou aos dias de hoje. Mas a pressão de constantes visitantes começou a exigir alguma intervenção para preservar, para realçar ainda mais os seus dotes naturais e para criar melhores condições a todos os que a vão visitar. Um processo a iniciar. Mas, devido ao seu simbolismo, deveria contar com a mobilização e, por mais ampla que fosse, com a participação de toda a população. Mas, sem se anunciar, uns circuitos em betão começaram a rasgar o chão daquele santuário marinho de Lagos. E, logicamente, a indignação subiu de tom. Revestiu-se das mais diversas formas. Algumas menos formais como as das redes sociais.</p>
<p>No meio de toda a agitação, o processo retrocedeu e procurou-se chamar a população a participar e a dar a sua contribuição. Deu-se, assim, expressão a um caminho que fez com que a democracia se reforçasse e os seus mecanismos se aprofundassem. E bem necessários são os processos de chamar os cidadãos à participação. E, na Ponta da Piedade, com a população chamada a participar, a democracia participativa ganhou expressão e não se limitou a uma eleição mais ou menos formal que desce até nós em cada acto eleitoral.</p>
<p>Mas mais do que uma mera auscultação, este encontro com a população e com todos os que fizeram questão de dar a sua contribuição, teve consequências. Os corredores betuminosos deixaram de ter continuidade para surgirem, daí em diante, passadiços em madeira que se começaram a erguer, a preservar e a estar em consonância com a beleza e a profundidade que emanam da Ponta da Piedade.</p>
<ul>
O desafio maior está no que virá a seguir
</ul>
<p>E se para oeste, em direcção a Porto de Mós, os passadiços já têm alguma expressão, em sentido contrário, em direcção ao Camilo, ainda necessitam de projecto que lhes dê possibilidade, capacidade de execução e integração em todo aquele rendilhado e de tom dourado que constitui o bilhete de identidade de toda a Costa D´Oiro de Lagos. Mas onde o projecto deverá ser bem mais ousado, cheio de imaginação e com um cuidado suplementar é naquele coração onde o colorido das grutas se faz espelhar na tonalidade verde e azul daquele recanto de mar. Ali, onde a respiração é capaz de se cortar e, ainda mais, por entre a sua íngreme escadaria que nos leva a refrescar nessas águas cristalinas e coloridas a beijar aquelas superfícies rochosas.</p>
<p>Depois deste retrocesso, bem vindo e cheio de democraticidade e que teve por pano de fundo a intervenção na Ponta da Piedade, espera-se com ansiedade, primeiro, por esse projecto de intervenção e, depois, pela sua execução. E se os passadiços que se começam a ver estão em consonância com o que, desde início, se deveria fazer, sempre depois de uma auscultação da população, o desafio maior está no que virá a seguir.</p>
<p>É por isso com ansiedade que se esperam os novos capítulos das obras que vão rodear a Ponta da Piedade. Se os novos passadiços, ousados e com imaginação, vierem realçar a sua beleza e serem um factor de preservação, aquela pérola da natureza marinha de Lagos ganhará dimensão e todos os que nos vêm visitar poder-se-ão extasiar ao contemplar as maravilhas daquele recanto de mar. Além da natureza sair valorizada e prestigiada, também o processo que, embora tardio, levou a esta conclusão, fomenta a democraticidade e a participação. E, então, poder-se-á dizer que todos deram a sua contribuição para o realce da beleza e da dignidade da Ponta da Piedade.</p>
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		<title>Vamos ainda a tempo, haja determinação política!</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Feb 2018 23:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No último trimestre do ano passado, a comunicação social fez eco do desagrado de muitos lacobrigenses a respeito da intervenção física, aparentemente desconexa, levada a efeito, na parte sul da Ponta da Piedade. Igualmente nessa ocasião, alguns membros da Assembleia Municipal de Lagos de então manifestaram perplexidade e surpresa, não apenas pelo défice da informação [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No último trimestre do ano passado, a comunicação social fez eco do desagrado de muitos lacobrigenses a respeito da intervenção física, aparentemente desconexa, levada a efeito, na parte sul da Ponta da Piedade.<span id="more-16823"></span></p>
<p>Igualmente nessa ocasião, alguns membros da  Assembleia Municipal de Lagos de então manifestaram perplexidade e surpresa, não apenas pelo défice da informação prestado pela  Câmara Municipal, mas, também, devido ao incompreensível secretismo envolto ao projecto. Foi, naquele órgão, sugerida a suspensão e reavaliação do projecto inicial.</p>
<p>A  lei obriga os privados a publicitarem as intervenções urbanísticas, mas não proíbe – que se saiba – as entidades públicas de o fazerem. Aliás, seria de bom tom afixar uns  painéis no local, acompanhados da planta e memória descritiva do projecto. Esse gesto simples evitaria juízos de valor e comentários impróprios e mostrava mínimos democráticos de atenção e respeito pelos eleitores, cidadãos e contribuintes.</p>
<p>Contrariamente, as sombras e o silêncio misteriosos que envolvem a intervenção aumentam a curiosidade, adensam dúvidas e apreensões desnecessárias, induzem à adivinhação e ao esoterismo na busca duma explicação. Imperceptível, também, a evidenciada passividade assumida pela edilidade relativamente a esta matéria de complexidade acrescida, de importância e alcance estratégico e significado estruturante  para Lagos.</p>
<p>Realmente, o destaque dado pelos media às petições e protestos de alguns lacobrigenses deveria ser visto e encarado de modo a que nada, amanhã, leve a arrependimentos. Nessa perspectiva, assumo – e não é de hoje – que gostaria de ver e apoiar para toda a zona da Ponta da Piedade não aquela intervenção parcelar, mas um plano global estruturado e escrutinado, com objectivos bem pensados, claros e transparentes, preservando e valorizando o património eco – ambiental, paisagístico e cénico daquele ex-libris  que a natureza nos legou.</p>
<p><a href="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2017/09/Ponta-da-Piedade001.jpg" rel="shadowbox[sbpost-16823];player=img;"><img src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2017/09/Ponta-da-Piedade001.jpg" alt="Ponta da Piedade001" width="1000" height="563" class="alignright size-full wp-image-16695" /></a>Espero – e não estou só – que a Câmara Municipal não se distraia, seja capaz de produzir os remédios próprios necessários a prevenir os impactos sociais e ambientais negativos, já hoje visíveis no centro histórico, na qualidade de vida dos cidadãos, decorrentes da conjugação dos efeitos combinados do projectado para a Ponta da Piedade com toda a envolvente; a começar na Praia do Pinhão, Rossio da Trindade até ao Canavial/Porto de Mós, mormente a nível das acessibilidades rodoviárias, pedonais e outras infraestruturas cujas implicações diversas exigem estudos e avaliação aprofundadas devido à atracção exercida e à ocupação prevista nos instrumentos de planeamento e ordenamento existentes.</p>
<p>Reafirmo, por fim, o que já defendi, noutro tempo e circunstâncias diferentes, e claro, hoje, continuo a defender para aquela zona, a saber:</p>
<p>– Parque público de uso privado, delimitado, vigiado/controlado, espaço único e singular, exemplo  de referência ambiental e da biodiversidade, sustentável, gerador de riqueza e prosperidade municipal;</p>
<p>– Interdição, de preferência, a veículos auto, salvo casos excepcionais, criação de bolsas de estacionamento externas, substituição  dos postos aéreos de electricidade e outros causadores de impactos visuais negativos. Limpeza e manutenção das árvores e arbustos  existentes e combate a infestantes;</p>
<p>– Plantação de novas árvores, poucos pinheiros, mais fruteiras, núcleos de amendoeiras, figueiras, oliveiras, etc., construção de pequenas charcas, para aproveitamento da água da chuva, facultando à passarada e outras espécies a comida e bebida, não a cabras sapadoras, mas umas ovelhas, poucas, talvez!</p>
<p>–  As ruínas existentes deverão obedecer a processos de análise e requalificação aproveitadas para fins didácticos, centros interpretativos, apoio e venda de bens e serviços e repouso dos visitantes. Estudo e criação de pontos de observação, corredores pedonais e acessos às praias, com aplicação de materiais apropriados.</p>
<p>Enfim, muito mais  haverá  a dizer, mas, por hoje, fico-me por aqui. Não esqueçam!  Existem financiamentos comunitários, nacionais e locais disponíveis, para projectos, execução de obra  e aquisição dos terrenos. Vamos ainda a tempo, haja determinação política!</p>
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		<title>Os polémicos passadiços da Ponta da Piedade</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Sep 2017 19:14:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Ponta da Piedade, de Lagos, poder-se-á considerar uma espécie de santuário natural. As suas arribas e configurações rochosas, em simbiose com as águas do mar, fazem daquele local um espaço que a todos consegue extasiar. Toda aquela beleza, rodeada pela imensidão do mar, transforma aquele paraíso natural em área apetecível para muitos que, sem [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Ponta da Piedade, de Lagos, poder-se-á considerar uma espécie de santuário natural. As suas arribas e configurações rochosas, em simbiose com as águas do mar, fazem daquele local um espaço que a todos consegue extasiar. Toda aquela beleza, rodeada pela imensidão do mar, transforma <span id="more-16691"></span>aquele paraíso natural em área apetecível para muitos que, sem compreender a sua dimensão universal, dela se querem apropriar em nome de uma qualquer actividade empresarial. E as tentativas de apropriação, ao longo dos tempos, sempre têm deixado em sobressalto a população. Ainda nos recordamos das tentativas de aí se implantar um hotel. E outras utilizações, com alguma sofisticação, têm causado bastante apreensão em quem quer continuar a ver uma Ponta da Piedade como um património universal e fiel à sua identidade.</p>
<p>Para uma área tão sensível como aquela, qualquer intervenção que a procure valorizar deverá chamar a si especialistas do ambiente, técnicos ligados à preservação e contar-se sempre com o parecer da população. É que a democracia é um processo em marcha que se tem de valorizar e não de o reduzir a uma mera votação que, no seu calendário eleitoral, não pressupunha uma intervenção num espaço com a sensibilidade da Ponta da Piedade. E, neste particular, os nossos autarcas, depois de tomarem todas as precauções, em termos técnicos, deveriam submeter o anteprojecto a uma auscultação da própria população. Sairia reforçado esse projecto de intervenção, todo o processo adquiriria outra valia e sairia valorizada a própria democracia.</p>
<p><a href="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2017/09/Ponta-da-Piedade001.jpg" rel="shadowbox[sbpost-16691];player=img;"><img src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2017/09/Ponta-da-Piedade001-300x168.jpg" alt="Ponta da Piedade001" width="300" height="168" class="alignright size-medium wp-image-16695" /></a>Mas, na Ponta da Piedade, o processo em nada foi acautelado e todo ele parece inquinado com a participação de empreendimentos turísticos que deixam em sobressalto a população. Na verdade, ao longo do tempo, as suas arremetidas em nada têm vindo a contribuir para a tranquilidade de uma comunidade que tem sido sobressaltada com hipotéticas intervenções que, para a rentabilizar, a querem, de uma forma velada, retirar do domínio de todos. É por isso que ninguém poderá ficar sossegado com as recentes intervenções e com tudo o que se começam a ver em seu redor. É verdade que não poderemos diabolizar a iniciativa privada. Mas, a avaliar com o que acontece nas parcerias público privadas, a preocupação é mais do que justificada para que, em causa, não se ponha este património que é comum e tão caro a uma população como a de Lagos. E no que a parcerias público privadas diz respeito, basta recordar a abundante fatia que estamos a pagar pela facilidade com que se partiu para a que presidiu ao financiamento do novo edifício da Câmara Municipal de Lagos.</p>
<p>Mas, no que à Ponta da Piedade diz respeito e a toda a Costa´Oiro de Lagos, a sua valorização consiste em assistir passivamente à sua constante erosão e a uma ausência de intervenção que a deixe entregue ao seu próprio destino? Esta tem sido a política das últimas décadas de Lagos. A Ponta da Piedade, a par de toda a Costa D´Oiro, deverá ser objecto de um amplo plano de intervenção que valorize as suas arribas e a preserve da sua erosão. Mas este é um plano que não se deve limitar a uma intervenção pontual. A sua manutenção é o pilar para que tudo se continue a preservar. E, a par deste plano de intervenção, dever-se-ia ter o arrojo de partir para a construção de uns passadiços em madeira, sobre falésias e arribas, que tornassem a Ponta da Piedade e toda a Costa´Oiro em local de predileção e com projecção, pela sua magnitude, pela sua imponência e pela sua beleza, a nível nacional e mesmo além fronteiras.</p>
<p>Entraria no roteiro dos passadiços a visitar ao nível do território nacional e com projeção universal.</p>
<p>Mas uma obra com esta dimensão teria de chamar à sua execução os melhores especialistas, quer de arquitetura quer paisagistas, para lhe dar uma configuração que venha valorizar e, ainda mais, realçar a beleza de uma natureza como aquela. E toda esta execução, a nível da concepção dos próprios passadiços, teria de contar com a participação da própria população. E, infelizmente, este procedimento não tem tido tradição dentro da nossa classe política. É por isso que, em vez de se considerar positiva a indignação da população e o seu papel interventivo, se comece a olhar de soslaio para esta, que parece ser, uma forma de afrontar o poder. Mas ainda bem que o poder é afrontado quando nos deparamos com corredores de gravilha que, ao que parece, vão ser cimentados. E, por enquanto, o seu trajecto maior parece servir de ponto de ligação de um empreendimento turístico àquele santuário da nossa cidade e que dá pelo nome de Ponta da Piedade.</p>
<p>Todo este processo que está em marcha revela duas facetas que convém aproveitar e que a nossa classe política não poderá descurar; para seu bem e, fundamentalmente, para o bem de todos nós. O primeiro tem a ver com todo o movimento que, espontaneamente, começa a nascer em torno do que se está a fazer na Ponta da Piedade. O segundo em aproveitar esta manifestação da população para se parar e iniciar um processo de auscultação popular e que, com passadiços em madeira, nos leve a percorrer, por entre arribas, aforamentos rochosos e falésias, um panorama que corta a respiração e que se tornará no verdadeiro ponto de atração de toda a região algarvia.</p>

<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2017/09/Ponta-da-Piedade001.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-16691];player=img;' title='Ponta da Piedade001'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2017/09/Ponta-da-Piedade001-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Ponta da Piedade001" /></a>
<a href='http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2017/09/Ponta-da-Piedade1.jpg' rel='shadowbox[sbalbum-16691];player=img;' title='Ponta da Piedade1'><img width="150" height="150" src="http://www.algarveexpress.pt/wp-content/uploads/2017/09/Ponta-da-Piedade1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Ponta da Piedade1" /></a>
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