O homem, com cerca de 46 anos, que na manhã desta segunda-feira, perto das 9.00 horas, se barricou na sede da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Lagos (CPCJ) e fez três funcionários reféns, entregou-se às autoridades pelas 18.00 horas.
O indivíduo, que se encontrava armado com uma caçadeira, baleou um polícia da Esquadra de Lagos, um dos primeiros agentes a chegar ao local. O polícia foi levado para o hospital com ferimentos ligeiros na cabeça, encontra-se bem e fora de perigo.
Os motivos que terão levado António Duarte a barricar-se no CPCJ de Lagos foram identificados pelas autoridades logo pela manhã. Os filhos, que já não via há um ano, foram-lhe retirados no âmbito de um processo de violência doméstica que os colocou junto com a mãe no programa de Protecção à Vítima.
Desconhecendo o paradeiro dos dois filhos, António Duarte resolveu barricar-se naquele local com o objectivo de os conseguir ver e chegar à conversa com eles. De resto, foi esta a única exigência para libertar os reféns e se entregar.
Já ao final da tarde, as autoridades permitiriam que António Duarte conversasse com os seus dois filhos ao telefone.
Pelas 18.00 horas, após perto de 9 horas barricado e depois de satisfeita parte da sua exigência, ver e falar com os filhos, a polícia conseguiu demovê-lo a continuar o sequestro e convencê-o a libertar os reféns. Depois entregou-se sem mostrar resistência, tendo sido detido pela PSP. Os reféns encontravam-se bem de saúde, não obstante se encontrarem psicologicamente abalados.
Estava preparado para tudo
Em conferência de imprensa, a PSP revelou que António Duarte estava armado com uma caçadeira, uma pistola, um punhal e munição o que evidencia que estaria preparado para qualquer situação mais violenta.
Etiquetas: criminalidade, lagos












