As famílias portuguesas estão a cortar na poupança, que atingiu um dos níveis mais baixos de sempre, ao mesmo tempo que canalizam a esmagadora maioria do rendimento disponível para consumo (95,8%). A taxa de poupança caiu para 4,5% do rendimento disponível. É preciso recuar ao ano da grande crise financeira (primeiro semestre de 2008) para encontrar um registo parecido – 4,3%. Os dados do INE mostram que as famílias portuguesas voltaram ao seu modo de vida tradicional, gastando quase todo o rendimento em consumo e dedicando cada vez menos valores à poupança. O rendimento disponível cresceu ligeiramente (mais 1,6% no primeiro semestre face ao mesmo período de 2014), somando 60,6 mil milhões de euros, enquanto o consumo engordou 3,7% em termos nominais, o ritmo mais elevado desde finais de 2010, estava Portugal em queda livre em direcção ao resgate.







