Era o dia um de fevereiro. Um dia cheio de sol a anunciar que este inverno é convidativo para que qualquer nacional ou estrangeiro possa desfrutar deste algarve sempre atraente e cativante. Foi, precisamente, por entre o sol e a temperatura sempre a convidar para um passeio abrangente que João Soares, Ministro da Cultura, haveria de percorrer o Algarve e de presidir à reabertura da Igreja de Santo António, após uma intervenção que ainda mais a embelezou e ressaltou toda a sua beleza e todo o seu encanto.
Este périplo pelo território algarvio, haveria, pela parte da manhã, de começar em Aljezur e de culminar em Lagos. Em Aljezur, o Ministro da Cultura ficaria, particularmente, impressionado com o Ribat da Arrifana, em parte pelo seu desconhecimento e também por verificar a importância deste aglomerado habitacional que nos leva à presença árabe neste recanto ocidental do sudoeste algarvio. A continuação levaria João Soares a percorrer um território que ninguém poderá esquecer; a mítica terra de Sagres. E aí o Ministro da Cultura foi ver o pouco que tem sido feito e o que se poderá vir a fazer. Na verdade, Sagres é daquelas terras que, além da imaginação, tem um lugar privilegiado na história da expansão. E toda a valorização fica aquém do que Sagres já está a figurar no imaginário mundial e do papel que desempenha na história universal.
Lagos foi o ponto que se seguiu. E como não podia deixar de ser, a Igreja de Santo António foi a jóia a visitar depois de largo tempo se estar a restaurar. Foi uma restauração que ultrapassou os trezentos mil euros. Mas valeu a pena a sua restauração por tudo o que significa, pelo seu alto valor patrimonial e até documental. Vale a pena, mesmo a todos os residentes, de novo revisitar e apreciar aquela beleza que nos continua a deslumbrar. E ainda mais após a sua restauração e da sua reabertura pelo Ministro da Cultura. Toda a sua talha dourada e todas as suas pinturas ganharam nova vida com as palestras da sessão que abrilhantaram esta reinauguração. Foi uma sessão elucidativa e a prestigiar todos os que acabaram por lutar por uma valorização como esta.
Da Igreja de Santo António, a comitiva começou-se a deslocar para o Mercado de Escravos para avaliar a intervenção que tivera lugar naquele espaço. Além do rés do chão, a intervenção subiu ao primeiro andar para que o espaço fosse mais abrangente e o futuro museu do mercado de escravos tivesse outra amplitude e um formato maior. Mas além do espaço do primeiro andar onde as palavras de circunstância tiveram lugar, há a destacar o conteúdo do museu que deve abrir em princípios de Maio ou quando o verão se começar a anunciar. No que às palavras de circunstância diz respeito, chamou particular atenção as palavras da Presidente da Câmara para um problema que afecta ou poderá vir a afectar a população e o Algarve em geral. Referimo-nos à prospecção de hidrocarbonetos em território algarvio e às implicações que poderá vir a ter num sector que é fundamental para a economia regional e mesmo nacional.
Com recados à mistura, a comitiva ministerial haveria de se pôr a andar para percorrer outras localidades da região algarvia. Paderne, Loulé e Faro foram outras terras a percorrer e onde o Ministro da Cultura se foi inteirar da realidade da situação e da sua possível intervenção. Em Lagos, há a registar essa jóia da coroa que nos continua a deslumbrar. E, certamente, é um dos pontos deste périplo do Ministro da Cultura que, por aqui, assinala a reabertura da Igreja de Santo António. Todos os que contribuíram para este feito são de felicitar e devem, com o mesmo afinco, contribuir para continuarem a valorizar o nosso património histórico. A par desta valorização, ter-se-á que envidar esforços para sensibilizar a população para uma riqueza como esta. E esta é uma tarefa a não desprezar para que possamos exercer a nossa cidadania e usufruir de uma riqueza que é de todos.
- Visita do Ministro da Cultura
- Visita do Ministro da Cultura
- Intervenção na Igreja
- Intervenção na Igreja











