A entrevista que Marcelo Rebelo de Sousa nos concedeu

POR ALGARVE EXPRESS
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A noite já ia adiantada quando começámos a conversar e a abordar os mais diferentes assuntos. Marcelo, com uma conversa aliciante, dava azo à sua capacidade de expressão sem se recusar a abordar qualquer temática que lhe ousamos colocar. Num recanto do hotel de Lagos, praticamente não dávamos pelas horas passar devido ao conteúdo da conversa cada vez mais nos cativar. E quando a entrevista começou, Marcelo não se furtou a percorrer os labirintos de uma vida cheias de peripécias desconcertantes e de muitas outras cheias de vida.

É por isso que esta entrevista, para além dos episódios que nos consegue revelar e até divertir, é uma espécie de percurso ao interior de uma vida que vai sendo preenchida nos mais diferentes caminhos. E praticamente todos eles vêm aqui ao de cima. Até a candidatura e consequente eleição para a Presidência da República. Mas se em outras situações Marcelo podia arriscar, esta era a sua última oportunidade para a história o recordar. E aqui Rebelo de Sousa não queria mesmo falhar. Por isso a preparou e não arriscou. Só quando viu que ninguém tinha pela frente se decidiu abalançar para, com grande certeza, poder vir mesmo a ser Presidente.

E eis que, após tempos e tempos de preparação, não necessitou de grande entourage que o entronizasse ou lhe abrisse as portas da eleição para o mais alto cargo da nação. Soube fazer o seu caminho e saber esperar para, pelo seu próprio pé, lá poder chegar. É verdade que todos os ventos lhe correram de feição. Primeiro, com a sua forte exposição na comunicação social. E, depois, com um ambiente político, em termos nacionais, demasiado crispado e a exigir alguém que apresentasse polos de atração e abrisse caminhos de união. E esta foi a grande mensagem do, agora, eleito Presidente da República.

Toda esta mensagem nos conseguiu passar em Março de 2005 quando o ousamos entrevistar. Toda a sua vida foi escrutinada. E como não podia deixar de ser, também, na altura, quisemos saber se seria candidato ao Palácio de Belém. Ficamos com a nítida sensação que, se Cavaco Silva não estivesse presente, Marcelo Rebelo de Sousa já, então, se candidataria a Presidente. Mas com Cavaco, então, a protagonizar a sua candidatura, Marcelo não arriscaria entrar para não o afrontar e para não correr sérios riscos de poder vir a perder. Esta foi a conclusão da entrevista dada e da conversa amena que foi amplamente prolongada no tempo. Mas ficamos com uma certeza implícita. A de que Marcelo, daí a 10 anos, seria candidato se as circunstâncias possibilitassem a sua aparição e dessem garantias da sua eleição. É o que se pode depreender desta entrevista. Por isso, convidamos o leitor a conhecer os labirintos da vida de Marcelo, a sua determinação de se candidatar quando tivesse garantias de se poder sentar na cadeira da Presidência da República. E para esse conhecimento, o melhor é passar a ler as páginas desta entrevista que recuperamos e aqui publicamos.

Clique aqui para ler a entrevista.

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