Sociedade

AMAL avança com medidas para travar exploração de petróleo e gás natural no Algarve

POR ALGARVE EXPRESS
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A AMAL reuniu no passado dia 26 de janeiro com o Senhor Secretário de Estado da Energia, Dr. Jorge Seguro Sanches, a propósito da prospeção e eventual exploração de hidrocarbonetos no Algarve. Na ocasião foi dada a conhecer a rejeição liminar da AMAL sobre este assunto, criado pelo anterior Governo e que errada e aparentemente está a ser prosseguido pelo atual.

Dessa reunião ficou a promessa da análise dos contratos recentemente estabelecidos, no sentido da sua conformidade jurídica e hipótese de reversão e, sobretudo, terá ficado o entendimento, crê a AMAL juntamente com os municípios da região, do despropósito de tais ações e iniciativas no Algarve.

Acreditando na clareza mensagem, transmitida ao Secretário de Estado da Energia, a AMAL e os presidentes de Câmara algarvios reforçam a sua posição – o início deste processo constituirá um rude golpe no futuro da Região Algarvia, na sua economia, no bem-estar ambiental e social e no desenvolvimento sustentável que se te vindo a preconizar! Os autarcas exigem, por isso, a paragem imediata deste processo em prol de um futuro melhor para os munícipes!

Até ao momento, e volvidos mais de 30 dias, o Governo continua sem transmitir oficialmente à AMAL qualquer decisão ou indicação a este propósito, pelo que não conhecemos intervenção alguma no processo em curso, deixando-se avançar a prospeção de petróleo e gás natural no Algarve e posteriormente a sua eventual exploração, facto lamentável que é fortemente reprovado pelos autarcas algarvios.

É sobejamente conhecida a posição da AMAL acerca desta matéria bem como dos autarcas da região, que garantem ser consequentes com as suas afirmações e princípios, sublinhando ”A AMAL arroga-se a todas as formas legais que lhe assistem para contrariar os processos em curso, com o objetivo de revertê-los, tendo em conta as graves consequências que podem advir, pondo em causa a qualidade de vida das populações e da economia, em especial no turismo.”

Neste ponto e após esgotado o diálogo, a AMAL deliberou, por unanimidade, esta terça-feira, dia 15 de março, prosseguir para enquadramento jurídico e encaminhamento para a esfera judicial de todo o processo, bem como de todas as ações necessárias a evitar o desenvolvimento do mesmo.

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