Sociedade

Contestação ao encerramento de agências da Caixa Geral de Depósitos também passa por Lagos

ANTÓNIO GUEDES DE OLIVEIRA
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Era mais uma manhã como muitas outras. Mas em redor do balcão da agência da Caixa Geral de Depósitos da Ameijeira, em Lagos, o panorama era bem diferente. O movimento da agência, contra o que era habitual, desapareceu e, no seu interior, nenhum funcionário se viu. O silêncio, no interior e no exterior, era a nota dominante. E se esta situação já era mais ou menos esperada, a desactivação das caixas multibanco apanhou muitos utentes desprevenidos e, com algum mal estar, tiveram de procurar outras alternativas.

Para protestar contra este encerramento e se manifestar contra mais um serviço em terras de Lagos, o PCP decidiu organizar uma manifestação para expressar a sua indignação contra o encerramento da agência da Caixa Geral de Depósitos da Ameijeira, em Lagos. Apesar da cidade de Lagos dispor de duas agências, uma na Praça Gil Eanes e esta da Ameijeira que acaba de encerrar, ambas prestavam relevantes serviços à população que urgia preservar.

A da Praça Gil Eanes, em pleno centro histórico da cidade, serve um vasto sector da população residente e muita da flutuante que nos visita. A da Ameijeira, em plena zona residencial, servia um vasto sector populacional situado, essencialmente, na zona extra muralhas. Mas os decisores, em nome da reestruturação decidiram, também em Lagos, proceder a este encerramento e penalizar um vasto leque da população que era cliente desta agência bancária.

E dando expressão a este sentimento geral, o Partido Comunista de Lagos decidiu vir-se manifestar e protestar contra este encerramento. Quereria com esta contestação associar-se ao movimento geral de indignação que bate às portas das populações, por este país adiante, onde os encerramentos acontecem. Mas a adesão ficou bem aquém das e expectativas. Pouco mais de meia dúzia de pessoas se juntaram para protestar e se juntar a essa iniciativa. A contrastar com esta fraca afluência estava a tarja bem evidente a dizer não ao encerramento por fazer falta à população.

Mas, mesmo com estes condicionalismos, Lagos, através do PCP, quis associar-se a todo o país que, em várias localidades, saiu à rua para dizer que quer continuar com um serviço que é de todos e que faz falta às populações, sobretudo àquelas que são periféricas e mais envelhecidas.

Resta dizer que a manifestação, em formato reduzido, teve lugar esta Sexta-feira, 28 de Abril, pelas 10 horas, em frente das instalações da agência da Caixa Geral de Depósitos da Ameijeira, em Lagos.

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