Sociedade

Mãe e Pai Natal abrem a quadra natalícia em Lagos

ANTÓNIO GUEDES DE OLIVEIRA
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A igualdade de géneros é um objectivo a prosseguir e todas as instituições procuram, por todos os meios, não fugir a este desiderato. A sua preocupação para mostrar que não estão desactualizadas ou sequer despreocupadas com este problema que atravessa os dias de hoje, faz com que se aproveitem todos os motivos, como os de uma festividade, para que a igualdade de género faça parte da actualidade.

Foi o que aconteceu com a abertura da época natalícia, em Lagos, onde as crianças foram os seus destinatários. Na Praça Luís de Camões, a 2 de Dezembro, quando a tarde se estava a iniciar, o Pai e a Mãe Natal começaram a distribuir presentes e outros motivos alusivos a esta quadra festiva que se está a iniciar. E assim se procurou dar mais calor e um brilho maior a estes dias de fascínio e que preenchem o imaginário da população e onde as crianças são o ponto principal desta celebração.

A cerimónia simples, mas suficientemente elucidativa, além dos presentes e outros atractivos para a pequenada, trouxe música para encantar e abrilhantar um espaço como aquele. Foi de notar um coro de senhoras sentadas e admiradas pela bela idade que já ostentavam; eram dignas de respeito e admiração por esse espírito de continuarem em actividade e de não se coibirem de dar o seu contributo para uma festividade como esta.

Também o folclore passou por ali com as suas danças a cativar e os seus passos a darem um toque diferente àquela moldura humana de gente que ali se juntou para, em redor das crianças, poderem assistir a essas boas vindas de uma MÃE NATAL e de um PAI NATAL.

E assim, por terras de Lagos, a igualdade de géneros, mais uma vez, se procurou incrementar aproveitando-se mesmo uma quadra festiva para a incentivar. E se o PAI NATAL já era uma figura da mitologia do NATAL e a preencher o imaginário das nossas crianças, agora procura-se repartir o seu protagonismo com a MÃE NATAL para ver se esta última figura consegue estar a par da que, ao longo de anos e de séculos, se impusera e se estendera aos diversos cantos da terra.

E com esta evolução, não será de admirar se o presépio continuar e não se eclipsar pelo domínio de novos símbolos impostos pelas novas catedrais do consumo, que até uma menina Jesus se comece a comercializar para, em nome da igualdade de géneros, aumentar os seus produtos de venda.

Coisas de um Natal em constante evolução imposta pelos aguerridos padrões de comercialização que dominam as sociedades de hoje e com particular incidência em épocas festivas como a do grande acontecimento de um Natal como é o dos dias de hoje.

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