Sociedade

Festival da Batata Doce volta a animar as terras de Aljezur

ANTÓNIO GUEDES DE OLIVEIRA
Tamanho da Letra: A-A+

É quando o turismo já pouco se faz sentir e o frio nos começa a invadir que Aljezur se decide engalanar para, com pompa e circunstância, dar a conhecer um dos seus produtos mais genuínos; precisamente a batata doce. Na sua extensa veiga, com uns terrenos propícios e um clima a condizer, a batata doce é produzida com qualidade suficiente para dar a essa terra a especialidade da sua produção, da sua gastronomia e da sua divulgação.

E para a divulgar, nada melhor que o Festival da Batata Doce de Aljezur. Acontece, por norma, no primeiro fim de semana de Dezembro. E este ano não foi excepção. Por isso, se iniciou a 30 de Novembro, dia da sua abertura, e teve continuação pelo dia 1, já de Dezembro, e com epílogo no dia 2, o do seu encerramento.

Durante esses três dias a fio, o pavilhão de feiras e exposições de Aljezur foi pequeno para acolher as multidões que, de Aljezur e dos concelhos limítrofes, ali acorreram para participar, para provar e para comprar esta iguaria que, de ano para ano, mais se quer afirmar e alimentar o gosto de quem já é seu apreciador ou de quem, porventura, ainda a terá de descobrir e de, possivelmente, se tornar seu embaixador no futuro.

Tempos houve em que Aljezur tentou fazer a simbiose entre a terra e o mar com dois produtos que fazem parte da sua gastronomia e, devido à sua qualidade em terras de Aljezur, funcionar como produtos identitários da sua economia. Nada mais do que a batata doce e o perceve. Mas como, neste tempo de festival, o perceve passou a estar em período de defeso, esta manifestação que, no seu formato original, era o festival da batata doce e do perceve, teve de deixar cair esta iguaria do mar e ficar apenas em terra. E, assim, para que o primeiro fim de semana de Dezembro se mantivesse, a batata doce passou a dominar e a chamar só para si as atenções e todas as manifestações que este certame encerra. Se, porventura, o festival fosse adiado por mais quinze dias, já o casamento da terra com o mar se poderia celebrar por, a 15 de Dezembro, acabar o período de defeso e se começar a poder apanhar o tão apetitoso perceve.

Com as actuais condições e com o festival concentrado em torno da batata doce, deu-se a romaria habitual com essa grande concentração no pavilhão de feiras e exposições de Aljezur. Era um recinto que oferecia diversas ofertas a todos os que ali se deslocaram e desfilaram com diferentes motivações para apreciar, por entre as variadas atrações, todas as manifestações que se podiam ver ao longo daquele recinto. Por entre alguma animação, seguida da mais diversa confeção de doces e pratos à base de batata doce, estendiam-se tendas e tendinhas com produtos regionais e demais oferta para todos os gostos. Também a secção da restauração convidava a sentar e a provar a sua gastronomia.

No meio desta variedade, a venda da batata doce era um ponto central em torno da qual se referia a marca lira, especialidade e qualidade deste tubérculo de Aljezur. E com todo o afã centrado nesta especificidade da batata doce de Aljezur, que deu nome e razão a este festival, mais uma edição se realizou e espalhou o nome deste concelho por um Algarve mais próximo e mais distante e até pelo país adiante

Etiquetas: , ,

Comentar

Todos os direitos reservados.

Diário Online Algarve Express©2013

Director: António Guedes de Oliveira

Design & Desenvolvimento por: Webgami