
Nesta quarta-feira, 17 de Julho, em mais uma Reunião de Câmara, Júlio Barroso, Presidente da Câmara Municipal de Lagos que, recorde-se foi durante vários anos Provedor da Misericórdia de Lagos, apresentou para votação uma Proposta de Repúdio contra a actual situação do Lar de Idosos de Barão de São João.
Inaugurado há um ano, a 24 de Junho de 2012, o novo Lar de Idosos de Barão de São João, continua fechado e a degradar-se. E a culpa, segundo Júlio Barroso, é do Estado e do Ministério da Solidariedade e Segurança Social que não liberta verbas que o permitam pôr a funcionar no regime de solidariedade.
No documento dado a conhecer à comunicação social, é feito um pequeno resumo do processo bem como da actual situação daquele equipamento. No início pode ler-se que “no esforço conjunto da autarquia, da Santa Casa da Misericórdia e do Estado com recurso a fundos públicos, foi construído o Lar de Idosos de Barão de São João, equipamento social há muito tempo desejado pelas populações daquela freguesia.”
O documento adianta que “ainda antes da sua conclusão, a Misericórdia de Lagos e a Câmara Municipal tentaram obter do Estado os necessários acordos de cooperação que permitam o alojamento de utentes naquelas instalações”, no entanto estas estão a “degradar-se há mais de um ano e sem qualquer resposta da Segurança Social.”
Recentemente, em mais uma tentativa para abrir a instituição, a Santa Casa da Misericórdia de Lagos, sugeriu “a transferência de 15 utentes em acordo de cooperação com a Segurança Social dos lares actualmente em funcionamento”, mas “regista-se agora com espanto e indignação que o Ministério da Solidariedade e Segurança Social não só não comparticipa com acordos de cooperação para os 39 lugares do Lar de Idosos de Barão de São João, como não autoriza a transferência de 15 utentes com acordos de cooperação para este novo lar”, informa o documento que adianta que esta situação “de todo, inviabiliza a sua exploração em regime de solidariedade, impondo aquele ministério à Misericórdia de Lagos a exploração de tal lar em regime exclusivamente comercial” e que “tal contraria todos os princípios e valores sociais e humanitários promovidos pela instituição e corroborados pela autarquia.”
A finalizar a Proposta de Repúdio, Júlio Barroso ressalva que a autarquia “manifesta a sua incompreensão e indignação por esta assinalável falta de sentido de cooperação e insensatez, que põe em causa todo o investimento feito pelo Estado, pela Câmara Municipal de Lagos e pela Santa Casa da Misericórdia de Lagos, sem produzir o apoio esperado à população de Barão de São João e outros idosos necessitados” e “volta a reclamar uma audiência urgente ao senhor Ministro da Solidariedade e da Segurança Social, a fim de que este assunto seja esclarecido e ajustado às realidades e aos valores de solidariedade social.”






