Autárquicas

Autárquicas já mexem em Lagos

Tamanho da Letra: A-A+

A menos de um ano de distância, não é de admirar que os diversos candidatos à Câmara de Lagos se comecem a posicionar. Mas como se poderá compreender, esta não é uma situação de exclusividade já que, um pouco por todo o lado, quem tem pretensões começa-se a mexer na ânsia de chamar a atenção e de dizer que está apto para disputar as próximas autárquicas. Não é, por isso, de estranhar que, pelo Algarve e pelo país adiante, a agitação e os jogos de bastidores sejam constantes. Até há já candidatos que, apressadamente, se começam a posicionar para ocupar a linha da frente.

Por estes lados, por não haver candidatos que se consigam impor e com capacidade para obrigar a caminhar atrás de si qualquer opositor, tudo ainda se restringe a aparições subliminares para se acenar a quem tem poder de decisão que contem com eles para essa futura eleição. Entre essas aparições estão algumas entrevistas encomendadas e fabricadas pelo próprio a mostrar que os seus métodos se continuam a repetir e que, por mais que os anos passem, não há meio de evoluir. É o caso do inefável Alberto Baptista, agora acolitado pelo seu mestre de cerimónias que o quer empurrar para um destino incerto. Com efeito, é sabido que dentro do PS, apesar da sua filiação, não consegue entrar depois de todo o património político que foi capaz de desbaratar. E para correr por fora, não tem soldados que o consigam acompanhar nem coragem suficiente para concorrer contra o seu partido de sempre. Restar-lhe-á a escrita como refúgio a que deita mão enquanto muitos outros passam por si a caminho de mais uma eleição.

Entre os muito caminhantes no reino do PS local, os nomes começam-se a desfilar sem se saber qual é o que ocupará o primeiro lugar. E alguns que começam a correr é para avaliar a sua aceitação e se têm minimamente acolhimento no seio da população. É o caso de Paulo Jorge dos Reis e de António Marreiros. O primeiro, sem perfil para avançar, tem-se submetido em excesso à presente gestão e vivido do seu orçamento além de não se lhe conhecer qualquer tipo de pensamento. António Marreiros conta a seu favor com a experiência que tem para ocupar um lugar secundário e não para um posto cimeiro como para, em direcção à Câmara Municipal, ser o primeiro. E com estas figuras descartadas, começam a aparecer os que têm possibilidades de virem a ocupar o primeiro lugar. Um deles é Carlos Albuquerque. Tem a seu favor alguma experiência de gestão e a própria formação. Mas contra si está a forma como geriu e endividou a Futurlagos, embora com a supervisão e, seguramente, orientação do Presidente da Câmara. Além disso, a sua aceitação no seio do PS local é deficiente e não lhe dá garantias de poder seguir em frente. Restaria Paulo Morgado que, embora sem carisma para entusiasmar, era aquele que, nas actuais circunstâncias, poderia reunir consenso e evitar que o PS se pudesse desgastar com o processo de escolha de candidaturas. Mas, embora Paulo Morgado fosse o candidato do consenso, problemas de ordem pessoal parecem estar a inviabilizar inesperadamente o que foi o seu sonho de sempre. E no meio desta amálgama de impossibilidades, não seria de descurar o aparecimento de uma figura feminina que pudesse trazer inovação ao PS local e ao próprio acto eleitoral.

No reino do PSD as coisas não estão mais facilitadas. Tudo parece estar ainda demasiado nublado apesar de um candidato, há meses, se andar a apresentar. É o caso de Rui Mateus. Mais empurrado do que por vontade própria, lá vai mostrando a sua disponibilidade mas sem grande receptividade. Se a seu favor tem uma alongada exposição e alguns padrinhos que o querem empurrar, contra si sobressai o divórcio com a cidade, o ter estado demasiado ausente e a pouca receptividade no interior do seu próprio partido. Nuno Marques, outro nome a considerar, tem um posto técnico-político que não quererá desbaratar. E provavelmente não quereria repetir o desaire das últimas autárquicas. José Valentim é o nome que anda sempre no ar. Embora apregoe que não está disponível, lá vai dizendo que, em certas circunstâncias, não era homem para virar a cara e até seria capaz de avançar para disputar um acto eleitoral como o que se avizinha. E como seria o que mais votos arrecadaria, é bem possível que venha a encabeçar a lista que o PSD vai apresentar em terras de Lagos. E se conseguir um acordo com o CDS-PP e relegar Artur Rego para um lugar secundário, então seria caso para Valentim Rosado sonhar em reocupar o lugar que deixara em 2001.

Com as principais formações políticas em ebulição, restam às demais mostrar presença, mais para marcar posição do que para disputar essa eleição. E entre elas contar-se-á o CDS-PP, com Artur Rego se não fizer coligação, a CDU e o Bloco de Esquerda. São ainda as primeiras movimentações a caminho das próximas eleições. E dos que, por enquanto, estão no ar, José Valentim, com ou sem coligação, poderá mesmo regressar. Vamos, entretanto, esperando e avaliando as cenas dos próximos capítulos.

Etiquetas: , , , , , , ,

Comentar

Todos os direitos reservados.

Diário Online Algarve Express©2013

Director: António Guedes de Oliveira

Design & Desenvolvimento por: Webgami