Este fim-de-semana que marca o início do mês de Setembro fica marcado pelos piores motivos. Ao início da tarde, deste sábado, um homem de 60 anos, professor de Matemática e Economia, reformado, matou a sua ex-mulher de 51 anos, também professora, com cinco tiros, em Lagos.
O homicida tinha estado num café perto do local do crime (Rua Francisco Moreira Pacheco), perto do Hospital Particular São Gonçalo, minutos antes de cometer o homicidio, onde não era visto há já algumas semanas.
Após abandonar o café, o homem acercou-se da vítima que havia deixado a sua residência e, segundo testemunhas oculares, terão começado uma discussão que se terá prolongado por alguns minutos. O homem, que se encontrava armado, acabou por disparar três tiros sobre a vítima que depois de gritar e de cambalear, acabou por cair ao chão.
Não satisfeito e com uma ‘calma e frieza de arrepiar’, segundo as mesmas testemunhas, o homem voltou a se aproximar da vítima e efectuou mais dois disparos, pressumivelmente para se certificar da morte da vítima, o que se veio a confirmar.
Após o homicidio, o homem terá se dirigido, calmamente, para a sua viatura e abandonado o local.
As autoridades competentes, chamadas ao local, nada poderam fazer para salvar a vítima, que terá falecido na hora, vítima dos disparos do ex-marido.
A polícia judiciária esteve várias horas no local do homicidio, efectuando todas as deligências investigativas, nomeadamente a recolha de vestígios e de testemunhos, tendo o corpo seguido para a autópsia e para outras análises no âmbito da investigação criminal.
De imediato, as autoridades, iniciaram, igualmente, buscas pela cidade, no sentido de capturar o homicida, que viria a ser encontrado, já de noite, na Ponta da Piedade, no interior da sua viatura, um Honda, já sem vida, tendo, ao que tudo indica, praticado suicídio, com a arma utilizada no crime, ao se aperceber da chegada das autoridades.
A vítima, Deolinda Devesa, com cerca de 51 anos de idade, era professora de inglês na Escola Secundária Gil Eanes há mais de duas décadas e encontrava-se divorciada, há três anos, do homicída, Álvaro Lourenço, também professor, de Matemática e Economia, mas já reformado.
Aparentemente, o homicida nunca terá aceite o divórcio, tendo passado por inúmeras depressões, factos que o terão levado a procurar apoio psiquiátrico e a recorrer a medicação especializada, que nos últimos dias, terá reduzido ou mesmo deixado de tomar, factos que parecem apontar para razões passionais, como motivo para ter cometido o crime.
O ex-casal tem uma filha, estudante universitária, que se encontrava a passar férias em Lagos.






