Foi a 1 de Setembro, há cinquenta anos atrás, que o Padre Abílio Almeida foi ordenado sacerdote, com mais dois colegas que o acompanharam, na Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na cidade do Porto. Daí em diante, foi peregrinando e levando a Boa Nova do Reino de Deus por diversas parcelas de Portugal, de África, da América do Sul e deste aldeia global que habitamos. Nos confins de Angola haveria de permanecer cerca de dez anos numa missão bem distante dos nossos caminhos de civilização. E ali permaneceu até, de novo, rumar a Portugal e se dedicar às missões populares tão ao jeito dos missionários redentoristas. Mas habituado a horizontes bem mais alargados e onde a carestia mais se fazia sentir, decidiu ir à descoberta de novas terras e outros mundos. E, de repente, ei-lo no Juazeiro, uma zona bem pobre do nordeste brasileiro. Ali se haveria de colocar ao lado dos sem terra e de acirrar os senhores do poder contra a sua pessoa. O trabalho, de cariz social, haveria de perdurar e de ficar como um marco da sua passagem por aquelas terras distantes.
Regressado ao seu ponto de partida, ainda haveria de dar continuação às missões populares pelo sul de Portugal, com o Alentejo por pano de fundo. E, entretanto, Lagos foi ponto de fixação para a sua peregrinação. E esta, cada vez, com um raio mais apertado, haveria de o prender à Igreja de Santa Maria onde passou a ser pároco a partir de um certo dia. E, como a idade começa a pesar, há anos que aqui se haveria de fixar. Já sem essa vocação de partir constantemente ao encontro do desconhecido, decide dar o seu cunho pessoal à pastoral de Santa Maria.
Não é para grandes discursos nem para sermões elaborados. Faz da simplicidade, do saber ouvir, do acompanhar e do ajudar o seu modo de estar e, desta forma e na ajuda aos mais pobres, começa-se a vincar um estilo bem peculiar. Com a discrição que se lhe reconhece, está sempre pronto a ajudar e a escutar quem se aproxima de si. Tem sido assim ao longo dos anos e assim vai continuar com um estilo feito de simplicidade a ser realçado pela sua constante atitude de disponibilidade.
E com este registo de vida por pano de fundo, haveria de chegar o 1 de Setembro de 2013 para celebrar os seus 50 anos de actividade pastoral com a sua ordenação sacerdotal. 
E para celebrar este data tão significativa, a comunidade paroquial de Santa Maria haveria de se organizar e de se juntar na eucaristia das onze e meia e de agradecer por ter por Pároco, durante os últimos 14 anos, o Padre Abílio Almeida. A esta celebração de acção de graças haveria de se juntar o Bispo da Diocese, D. Manuel Quintas, o Padre António Marinho, Superior Provincial dos Padres Redentoristas, e outros colegas que vieram concelebrar e dar uma maior solenidade a este acto festivo.
Tudo decorreu num ambiente em que a festividade esteve de mãos dadas com a afectividade, o bem estar e a alegria que a todos conseguia contagiar. E como não podia deixar de ser, a celebração foi abrilhantada pelos cânticos que se faziam ouvir, pelo percurso do Padre Almeida que se fez recordar e pelas ofertas que lhe deram um toque familiar. Com um ambiente de congratulação, o convívio haveria de continuar no almoço que viera a seguir. Tudo, depois, teve lugar num recinto amplo que criou condições para o encontro, a partilha e essa união que, em moldes diferentes, deu continuidade à celebração.
E foi neste ambiente de festa, de partilha, de encontro e de convívio que teve lugar a celebração dos 50 anos de ordenação sacerdotal do Padre Abílio Almeida.
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