Sociedade

O capim da rotunda da estação

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Este foi um dos invernos mais chuvosos. Foi capaz de encher albufeiras, de saturar os solos e de repor os lençóis freáticos em níveis que, há muito, não se viam. Mas com esta abundância de humidade e com os solos bem irrigados, não admira que, com o tempo a aquecer, as ervas, com abundância, comecem a aparecer. É o que se começa a ver um pouco por todo o lado. E esta situação deveria merecer um cuidado redobrado para que o capim não começasse a transformar parte da nossa paisagem urbana.

Mas ao contrário do que seria de esperar, as equipas que deveriam limpar estes espaços públicos tardam em descer ao terreno. E, como consequência, as ervas aí estão, cada dia mais altas e, com grande intensidade, a afectar a imagem da cidade. É o que está a acontecer na rotunda da estação do caminho de ferro de Lagos. Essa rotunda, de diâmetro com alguma amplitude, é atravessada por um passeio e contemplada com algumas árvores no seu interior. Mas o capim que lá começou a crescer parece que a tudo quer submergir. E se nada se fizer, até as árvores serão abafadas no meio daquela vegetação que não pára de crescer no meio daquela rotunda. Infelizmente, por ali já paira a degradação como poderemos constatar no edifício da estação que, há um século atrás, começou a receber os comboios que não paravam de chegar e de partir. Parece que o abandono que se abateu por aquelas paragens se está a alastrar pela cidade adiante. Basta avaliar a falta de cuidado que se começa a verificar na limpeza e no cuidado a ter com todos os nossos espaços urbanos. Ao fim e ao cabo, a rotunda da estação é apenas mais um exemplo da falta de manutenção que é visível por todo o lado.

No que a essa rotunda diz respeito, bem como toda a sua área envolvente, há que ter em conta que se trata de um espaço destinado a receber muitos dos que nos vêm visitar. Funciona como uma espécie de ponto de partida e de chegada. Através de si, muitos dos que nos visitam recebem a primeira impressão como, também, muitos dos que partem levam consigo a derradeira imagem de terras de Lagos. E este capim, a abafar árvores ainda jovens e outra vegetação, é mais um factor de degradação de tudo o que se vê em seu redor.

É altura dos nossos responsáveis olharem mais para toda a área envolvente da estação. O capim da sua rotunda até é o de mais fácil solução. Mas tarda em que alguém, com responsabilidade no sector, proceda ao seu corte e consequente tratamento do que deveria ser um espaço ajardinado. E se alguém com responsabilidade lá aparecesse para tratar do corte daquele capim e do arranjo daquela rotunda, poderia, com certeza, observar que outros espaços adjacentes requeriam uma mão para travar o ímpeto de degradação que se abateu sobre aquelas paragens.

A recuperação da imagem de Lagos e de tudo o que a si se associa de bom e de belo também passa por estes exemplos que, ao fim e ao cabo, podem contribuir para melhor ou pior nos divulgar por quem quotidianamente busca a cidade de Lagos para descansar. E a divulgação passa também pela boa imagem da estação; a começar pelo corte do capim e tratamento da sua rotunda.

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