O Curso de Oficiais de Marinha de Guerra Portuguesa “Miguel Corte Real” comemora, no dia 9 de Novembro, em Tavira, os seus 50 anos de existência.
As celebrações iniciam-se, pelas 11h00, no auditório da Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, com a apresentação histórica do navegador pelo professor Ferreira Coelho, seguindo-se uma visita guiada ao centro histórico da cidade.
O concerto da Banda da Armada dirigido pelo maestro Délio Gonçalves encerra a iniciativa, pelas 17h30, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo.
Este momento musical conta com o seguinte programa:
Parte I
Abertura Festiva de D. Shostakovich
Arr. J. Salgueiro
Vasa de J. Suñer Oriola
Lembranças do Mar de A.A. Rodrigues
Parte II
Linhas Nazca de S. Yagisawa
Expedição de Oscar Navarro
Danzon n.º 2 de A. Marquez
Segundo fontes históricas, já na primeira metade do século XVIII, existia na Armada “música marcial” intitulada “chamarela”, a qual acompanhou a família real a vários países.
Em 1903, a Banda dos Marinheiros efectuou a suas primeiras gravações, num total de 26 temas, encontrando-se um exemplar no nosso país e os restantes nos arquivos da EMI, em Inglaterra.
A Banda da Armada tem vindo a desenvolver trabalho de interesse público, tanto a nível do cerimonial militar e do protocolo de Estado, como em termos culturais. A Banda da Armada realiza concertos por todo o país e no estrangeiro.
Miguel Corte Real
Natural de Tavira, era filho do navegador do século XV, João Vaz Corte Real que foi capitão donatário, na Ilha Terceira (Açores), e irmão de Gaspar Corte-Real.
Gaspar Corte-Real desapareceu, em 1501, numa viagem de exploração à Terra Nova (então conhecida por Terra Nova dos Bacalhaus). No ano seguinte, Miguel Corte-Real partiu em direcção ao noroeste do Atlântico em sua busca, tendo desaparecido também.
A sua expedição foi composta por três navios, tendo os mesmos tido necessidade de se separarem de forma a alargarem as buscas. No encontro marcado, numa baía, para dia 20 de Agosto, dois dos navios compareceram, mas o de Miguel Corte-Real nunca mais foi avistado.
O poeta siciliano Giovanni Cataldo Parisio, em finais do século XV, dedicou a Miguel Corte-Real um poema donde se deduz que este terá exercido as funções de porteiro-mor do rei D. Manuel I de Portugal e participado em campanhas militares ao norte de África.
Em 1918, surgiu a tese de que as inscrições feitas numa rocha do rio Taunton, perto da cidade de Fall River, no que é hoje o estado norte-americano de Massachussetts, conhecida por Pedra de Dighton, seriam da autoria de Miguel Corte-Real.
Naquelas interpretações da inscrição, os seus defensores veem a Cruz de Cristo, o escudete português e o seguinte texto:
Miguel Corte-Real pela vontade de Deus
Aqui Chefe dos Índios
1511







