O falecimento de Nelson Mandela já era esperado há algum tempo, devido às suas últimas complicações de saúde, que o haviam deixado muito debilitado, por força dos seus adiantados e profícuos 95 anos. Esta Quinta-feira, 5 de Dezembro, pelas 22.00 horas, chegaria o anúncio oficial deixando todo o mundo em profunda consternação, por ter partido uma das maiores personalidades dos últimos dois séculos. Muitas foram as personalidades dos mais diversos quadrantes políticos e sociais portugueses e de todo o mundo que manifestaram esta grande perda “física” para a humanidade.
Também a autarquia de Faro recebeu “com consternação a notícia do falecimento de Nelson Mandela, símbolo proeminente da luta pela liberdade e pelos direitos cívicos da raça negra, que fez uso da resistência pacífica para ajudar a desmantelar o apartheid”.
No documento de pesar pode ler-se:
“Não podemos, pois, deixar de expressar a nossa tristeza, por ver partir o político mais galardoado em vida, premiando a sua coragem política e a capacidade de reconciliação demonstrada no conturbado cenário da África do Sul da segunda metade do Século XX.
A sua tenacidade moral, a sua dedicação aos valores democráticos, a luta e a valorização da e pela liberdade e igualdade, mas também o seu carisma, fazem de Nelson Mandela um exemplo ímpar que importa hoje relevar e reconhecer.
Fazemos votos de que os valores que personificou se mostrem tão perenes quanto o legado de universalidade que Nelson Mandela deixou e que, estamos certos, vingará por muitas gerações”.
Funeral a 15 de Dezembro, na aldeia de Qunu
A África do Sul decretou uma semana de luto oficial e ordenou que todas as bandeiras do país permanecessem em meia haste até ao funeral. O primeiro Presidente negro do país vai ser velado na sede do Governo, em Pretória, e um memorial nacional foi marcado para o estádio de Joanesburgo onde decorreu a final do campeonato do mundo de futebol de 2010.
O funeral decorrerá no dia 15 de Dezembro, na aldeia de Qunu, onde Nelson Mandela passou a sua infância. Deverá ser uma cerimónia íntima e destinada apenas à família, como era seu desejo.
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