Sociedade

A polémica que envolve os bares da esplanada do Parque de Estacionamento da Avenida

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Aquela é uma zona da cidade com uma posição privilegiada por ocupar uma vasta frente de rio e de mar. E se a isto juntarmos a sua centralidade no que se refere a toda a baixa da cidade, com particular incidência para o seu centro histórico, então poderemos dizer que estamos perante uma zona de excepção. E foi a pensar em todos estes requisitos que se decidiu valorizar essa frente de mar sem descurar a área de estacionamento que aí tinha lugar. E para aumentar a sua capacidade, avançou-se com a construção de um parque de estacionamento subterrâneo com o dobro da capacidade e dois pisos que levantaram e levantam o problema da sua profundidade devido à proximidade do rio e do mar. E se a isto juntarmos o problema da crise económica que já então se fazia sentir, o problema começou-se a agudizar; e de tal forma que acabou por determinar a forma como a obra se veio a realizar com particular incidência para a sua conclusão. É que com o parque de estacionamento concluído no seu interior, o exterior ficou ainda a demonstrar que um novo fôlego se requeria para o poder acabar.

E sem esse impulso final, lá continuou o parque de estacionamento a dar mostras, na sua parte exterior, de uma obra inacabada e com uma imagem inapropriada para aquele ponto da cidade de Lagos. E para a acabar até se quis entregar essa tarefa a algum empreendedor particular. Mas, dadas as condições, ninguém lhe deitou mão e foi-se adiando a sua construção. E para que essa imagem não se prolongasse no tempo, a Câmara Municipal, através da Futurlagos, decide arrancar com a obra da conclusão da parte superior do parque de estacionamento do parque da avenida. Com um orçamento de um milhão e trezentos mil euros, outras obras começaram a ficar para trás, como a da ponte de D. Maria, para essa poder avançar. E eis que a decidem inaugurar pelo 25 de Abril, mas com uma nuance particular. Inauguração das esplanadas da frente ribeirinha. Mas, na verdade, todas as esplanadas estavam fechadas e assim continuam.

Inauguração das Esplanadas (15)Só depois dessa inauguração é que se procedeu ao seu concurso, que teve uma dimensão internacional, e que se avançou para a sua concessão que contemplou agentes de nível local. E assim o processo deu-se por encerrado com as esplanadas a abrirem provavelmente ainda no decorrer da época balnear. Mas com tudo aparentemente tranquilizado e com as esplanadas a prepararem-se para começarem a funcionar, de repente uma polémica começa a invadir esse concurso que as viria a atribuir. Segundo corre na praça pública, o concurso pressupôs determinados requisitos e condições que viria, após a atribuição das esplanadas, a sofrer alterações. Umas têm a ver com o facto do montante a pagar pela atribuição de cada bar esplanada ter algures descido para metade e de a renda a pagar só começar a ter efeitos práticos passados dois anos. Outras têm a ver com o facto de, ao que se diz, no concurso só se poder servir bebidas e após esta concessão se passar também a servir comidas como em qualquer estabelecimento de restauração.

E perante esta situação, caso seja verdade tudo o que tem sido posto a correr, há já quem se prepare para impugnar o concurso. É que no dizer dessas pessoas que se sentem lesadas, a concurso foram umas condições que nada têm a ver com as atribuições que se verificaram. E, nesse caso, sentem-se prejudicados e lesados nos seus interesses. Independentemente do que esteja a acontecer, a polémica está-se a espalhar e a minar a credibilidade das nossas instituições públicas. Seria, por isso, altura da Câmara Municipal esclarecer a situação para que polémicas destas, com ou sem razão, não minem a sua reputação. Enquanto esse esclarecimento não tiver lugar, vamos continuar a ver esta polémica alastrar e, quem sabe, a Câmara a ter de responder, por força das circunstâncias, aos possíveis lesados por essa concessão. E ninguém sai beneficiado de uma polémica como esta.

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Inauguração (ainda por acabar) das esplanadas da frente ribeirinha

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