“Qual a melhor forma de usar cartões de crédito?”
A DECO INFORMA…
Inicialmente apenas atribuídos a consumidores com elevados rendimentos, os cartões de crédito tornaram-se, hoje em dia, um acessório comum dentro de
qualquer carteira.
A crise financeira veio expor as fragilidades do sistema financeiro e, desprovidas de rendimentos pelo aumento do desemprego, muitas famílias tentaram fazer face às despesas do dia-a-dia com recurso a estes cartões e foram apanhadas na teia do sobreendividamento.
Segundo dados do Banco de Portugal, as dívidas de cartão de crédito originam 40% dos casos de incumprimento e de renegociação de contratos de crédito ao consumo. Contudo, hoje em dia a avaliação é mais exigente e os limites de créditos mostram-se mais reduzidos.
Quanto ao consumidor, a melhor forma de usar estes cartões sem promover a acumulação de dívidas é usufruir do período de crédito sem juros, de 20 a 50 dias, e pagar os extractos na totalidade.
Caso receba um cartão que não tenha pedido, certifique-se de que lhe interessa e as condições são vantajosas. Não se preocupe, visto que o cartão chega inactivo e, para utilizá-lo, tem de pedir ao emissor que o active. Se não estiver interessado, pode até destruí-lo.
Se não pretender pagar as despesas na totalidade, deverá escolher o cartão com a TAEG mais baixa. No entanto, desaconselhamos este tipo de utilização devido às elevadas taxas de juro que, na maioria dos casos, ultrapassa os 20%.
Em 2010, a legislação passou a limitar as TAEG que podem ser cobradas em cartões de crédito. No entanto, os tectos legais apenas se aplicam aos contratos posteriores a 2010. Se descobrir que o seu cartão exige uma taxa superior ao limite legal, que pode ser consultada no Portal do Cliente Bancário, apresente queixa no livro de reclamações da instituição de crédito. A taxa será considerada usurária e a instituição condenada a cobrar apenas metade do limite máximo definido.
Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor – DECO
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